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O guia católico da legítima defesa

Gordon Bell
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Temos mesmo que “oferecer a outra face” em todos os casos?

E quanto a defender os outros? Também temos o direito? Sem dúvida. Mais do que um direito, defender o inocente é um dever. Nós podemos dar a própria vida por um bem maior, como Jesus e os mártires da Igreja fizeram, mas não temos o direito de entregar a vida dos outros. O Catecismo deixa claro (2265):
 

"A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um grave dever para o responsável pela vida de outrem. A defesa do bem comum exige que um injusto agressor seja impedido de causar danos. Por esta razão, aqueles que legitimamente detêm autoridade também têm o direito de usar de armas para repelir os agressores da comunidade civil confiada à sua responsabilidade".

 
Embora este número se refira especificamente à defesa da comunidade civil, ele se aplica também à família. Se alguém apresenta um claro perigo para a vida da sua esposa e dos seus filhos, você tem o direito e o dever de fazer o necessário para impedi-lo, mesmo que isto signifique matá-lo. E isso me leva ao meu próximo ponto.
 
Força letal
 
Ficando entendido que a autodefesa é justificável, surge a questão da “força letal”. Podemos, justificadamente, matar um agressor? Há um bom número de católicos com inclinação pacifista que diriam que não. Apesar dos sentimentos desses católicos bem intencionados, a resposta da Igreja é sim, a força letal pode ser justificável.
 
Antes de examinar o que justificaria matar um ser humano, porém, deixem-me dizer que a Igreja é e sempre foi uma defensora do bom senso. A Igreja defende a sanidade numa época que se tornou insana, e esta sanidade se aplica a todas as áreas da vida, incluída a autodefesa. O que eu quero dizer? Bom, eu sou ex-membro da Colorado Rangers, uma agência privada de segurança que presta serviços ao Estado, e recebi praticamente o mesmo treinamento que é obrigatório para os policiais norte-americanos. Eu fico impressionado com a grande semelhança que existe entre as normas sobre o uso da força letal apresentadas aos agentes da lei e as normas apresentadas no Catecismo. Confiem na sabedoria da Igreja, meus caros.
 
O Catecismo esclarece que a força letal pode ser justificada se não restar nenhuma outra escolha. Matar deve ser o último recurso, depois que todas as alternativas já tiverem sido tentadas. Citando Tomás de Aquino, o Catecismo diz (2264):
 

"Quem defende a própria vida não é culpado de assassinato, mesmo que seja forçado a desferir no agressor um golpe mortal.Se um homem usar em legítima defesa mais violência do que a necessária, esta será ilícita: mas se repelir a força agressora com moderação, sua defesa será lícita (…) Não é necessário, para a salvação, omitir a autodefesa moderada a fim de evitar matar o outro, já que cada um deve cuidar da própria vida prioritariamente à de outra pessoa".

 
Tomás de Aquino, citado pelo Catecismo, está basicamente dizendo: “não atire em alguém que está roubando a sua carteira”. Essa violência é maior do que a força necessária. Mas se alguém puxou uma faca e tudo indica que ele vai usá-la para agredir você, é seu direito responder com a mesma força para se defender. Defender-se da violência com uso equivalente de força é aplicar a moderação na legítima defesa.
 

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