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Troca de cartas entre o Papa Francisco e um agnóstico

Risposta del Papa – pt

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Cope - publicado em 05/02/14

O escritor espanhol Juanma Velasco enviou ao Papa um livro que escreveu sobre um quadro de Caravaggio, paixão também de Francisco

Juanma Velasco é um escritor espanhol que descobriu que compartilha com o Papa Francisco uma paixão pelo quadro de Caravaggio "A vocação de São Mateus". Tal quadro é o eixo do seu romance "Você, Mateus, é você", livro que ele enviou ao Vaticano, acompanhado de uma carta para o Santo Padre.

E recebeu resposta, não uma, mas duas vezes: uma primeira protocolar, dos serviços de relações externas do Vaticano, e outra escrita a mão pelo próprio Papa Francisco.

A obra de Caravaggio se encontra na igreja de São Luís dos Franceses, de Roma, uma igreja situada nas redondezas da Praça Navona – que Jorge Mario Bergoglio visitava sempre que ia à Cidade Eterna, antes de ser eleito papa.

Velasco conhecia o gosto do Papa por este quadro e por isso decidiu enviar-lhe seu livro, bem como a carta. "Mandei a carta de duas formas: uma por via postal normal, que teve a resposta protocolar do Vaticano, e a segunda por meio de um senhor de Astúrias que conheci no lançamento do meu livro, cuja filha tinha um amigo padre que jantaria com o Papa no Natal. O padre levou-lhe o livro como presente".

Velasco imagina a cena: "No dia seguinte, o Papa deve ter visto os presentes e bateu o olho no livro; a capa lhe chamou a atenção, ele abriu o livro e encontrou minha carta".

De fato, o Papa lhe escreveu: "Imagine, a capa me chamou a atenção, abri o livro e lá estava a carta. Obrigado por tê-la escrito, porque me parecia estar conversando com você. Quando eu vinha a Roma, costumava me hospedar na Casa do Clero, perto de São Luís dos Franceses, e sempre ia ver esse quadro do Caravaggio. Sua carta me motiva a ler o livro".

Velasco se define como agnóstico. "Eu disse ao Papa que ele não seria capaz de me devolver a fé que perdi na minha infância ou na adolescência, mas também que eu lhe mandava boas vibrações, porque não sou de acreditar em deuses, mas sim em homens, e o Papa, nesse tempo que leva à frente da Igreja Católica, está dando passos acelerados para aproximar-se de muitos de nós, agnósticos, e de outras pessoas consideradas diferentes."

Com relação a isso, o Papa concluiu sua carta escrevendo: "Neste dia tão significativo para os cristãos (25 de dezembro, N. da. T.), desejo-lhe o melhor, e peço-lhe que, por favor, reze por mim… Mas se, por honestidade e coerência você não o fizer, pelo menos me mande 'boas vibrações', para que eu não traia meus ideais. Atrevo-me a despedir-me enviando-lhe 'um abraço' (que abusado este papa), Francisco".

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