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Que luz você irradia?

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Precisamos iluminar a escuridão ao nosso redor com um amor que não é o nosso

O ideal brilha diante dos nossos olhos. Nós nos sentimos pequenos, queremos crescer. Nossa vida às vezes é opaca. Conhecemos os desafios que temos no caminho: doenças, dificuldades familiares, tristeza, dor, solidão. Muita escuridão na vida dos que nos cercam. A escuridão é ausência de Deus, de esperança, de eternidade. Essa ausência de luz nos torna mais conscientes do que nos falta por crescer.
 
Quando permanecemos unidos a Cristo, somos capazes de tudo. É importante que o ideal brilhe, que Cristo brilhe e nos mostre o caminho. Não vamos desanimar, não estamos dispostos a deixar de lutar. Não: queremos ser luz que ilumine os outros em sua escuridão.
 
Onde podemos renovar a luz da alma? Onde podemos encontrar essa luz que não morre nunca?
 
A luz que está na nossa lâmpada se apaga. O óleo que a mantém acesa se consome. Só Cristo é a luz que não passa, mas nem sempre vivemos na sua luz. Às vezes, o pecado e o egoísmo nos fazem viver egocentricamente, na escuridão da alma. Perdidos e tristes no meoi da noite.
 
Gostaríamos de ter luz sempre. Ao perdê-la, gostaríamos de poder dirigir nosso olhar a Cristo para ter luz. Sabemos que a luz se alimenta no amor de Deus, no encontro silencioso da oração, na profundidade da alma.
 
Maria caminha ao nosso lado e se encarrega de manter acesa a chama do amor, a chama de Deus em nós. Peçamos-lhe que fique conosco e mantenha aceso o fogo do amor.
 
Somos luz quando somos justos e manifestamos a verdade da vida de Deus no mundo. Somos luz quando irradiamos um amor que não é o nosso.
 
Uma vida entregue na renúncia, por amor ao próximo, emana muita luz. Uma vida dedicada até o fim. Uma luz que ilumina até o último raio de vida. Por aí passa a nossa vocação, nosso caminho. Por ser luz que vence as sombras.
 
Nossa luz brilha mais quando vem da humildade. Iluminamos partindo de Deus, porque Ele nos dá a sua luz. É preciso ser humildades para poder reconhecer que não é a nossa luz que ilumina, mas a luz de Deus no nosso coração.
 
São Paulo sabia muito bem disso: “Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloquência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino, para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios 2, 1-5).
 
Na honestidade da nossa vida, na humildade e na simplicidade. Não é a nossa sabedoria humana, é a de Deus. Assim, tremendo, com medo, em nossa pobreza, sem desculpas, damos luz. Muitas pessoas se aproximam novamente da Igreja ao ver a humildade em nós, ao descobrir gestos de misericórdia.
 
Como dizia o Papa Francisco, nossa atitude é a da espera atenta e humilde: “Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido. Muitas vezes é melhor diminuir o ritmo, pôr de parte a ansiedade para olhar nos olhos e escutar, ou renunciar às urgências para acompanhar quem ficou caído à beira do caminho. Às vezes, é como o pai do filho pródigo, que continua com as portas abertas para, quando este voltar, poder entrar sem dificuldade” (Evangelii gaudium, 46).
 
Isso acontece quando, com humildade, nos aproximamos daquele que vem, ou de quem está longe, sem exigências, sem pretensões, sem imposições. Simplesmente brilhando porque é Cristo quem habita em nós. Assim, com sua luz na nossa pobreza. Assim, muitos poderão se aproximar, ao não se sentirem julgados, ao não pensar que nossa luz condena e expulsa, ao ver que nossa vida só pretende iluminar o caminho e dar paz a quem está perdido. Acolhendo, perdoando.

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AmorDeus