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Bento XVI: pontificado de purificação da Igreja

Non-Shocker: Pope Francis Endorses Benedict’s Hermeneutic of Continuity – pt

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Christiane Sales - Aleteia Vaticano - publicado em 11/02/14

Relembre alguns momentos dos oito anos do pontificado

Após um ano do anúncio de sua renúncia à Cátedra de São Pedro, o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, permanece fiel às suas ultimas palavras: “O Senhor chama-me a ‘subir ao monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, aliás, se Deus me pede isto é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e com o mesmo amor com que procurei fazê-lo até agora, mas de uma forma mais adequada à minha idade e às minhas forças” (Angelus, 24 de fevereiro de 2013).

Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, as atitudes do bispo emérito demonstram grande coerência com os ensinamentos do seu pontificado. “Ele tem sido exemplar como Papa emérito como foi exemplar no exercício do pontificado dentro daquilo que é a sua maneira de ver e sentir as coisas, na lucidez com que considerou que não estava em condições de exercer um ministério tão exigente”, disse à Agência Ecclesia.

O pontificado curto de Bento XVI foi marcado pela insistência de confirmar a fé católica e enfrentar as feridas da Igreja. Já em seus primeiros discursos como pontífice deixou claro o objetivo do seu ministério.

“No início do seu ministério na Igreja de Roma, na qual Pedro derramou o seu sangue, o atual sucessor assume como compromisso primário o de trabalhar sem poupar energias na reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo. (…) Ele está consciente de que para isto não são suficientes as manifestações de bons sentimentos. São necessários gestos concretos que entrem nos corações e despertem as consciências, enternecendo cada um àquela conversão interior que é o pressuposto de qualquer progresso pelo caminho do ecumenismo”, disse aos cardeais eleitores ao final de sua primeira Missa na Capela Sistina, em 20 de abril de 2005.

As encíclicas sobre as virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), as viagens apostólicas e encontros com autoridades religiosas e civis, as mensagens, discursos e catequeses, a construção de novos canais para ampliar a comunicação com os fiéis. Foram muitas as iniciativas do pontífice para colocar em prática sua missão de pastor e guia da Igreja Católica.

De acordo com o padre Tiago Freitas, da Arquidiocese de Braga, Portugal, a construção da conta @pontifex na rede social Twitter foi um marco que gerou “um impacto como nenhum outro líder de um estado ou figura pública teve”, disse à Agencia Ecclesia.

“Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade”, disse aos jovens durante a Jornada Mundial da Juventude em Sidney, Austrália.

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