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A ONU ataca a Igreja: uma guerra ideológica e doutrinal

© Filippo MONTEFORTE / AFP
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Relatório da Comissão dos Direitos da Criança, da ONU, baseado em afirmações superficiais e contraditórias, é exemplo de uma ingerência doutrinal que já vem de longa data.

Quem não se viu às voltas, nos tempos da escola, com longos capítulos dos livros de história que relatavam o "secularismo" da Igreja, sempre pronto para lutar contra os Estados da Europa a fim de defender ou expandir os territórios do Estado Pontifício?

Hoje, no entanto, estamos acostumados com o contrário: o constante assalto do "pensamento único" laicista aos âmbitos que a Igreja ainda mantém como próprios, tais como os ideais da moral e da doutrina. O ataque mais recente, e certamente o mais impactante, veio do “púlpito laico” mais reverenciado do planeta: a ONU. Seu relatório do dia 5 de fevereiro, preparado pela Comissão dos Direitos da Criança, é um documento de dezesseis páginas que pretende avaliar a conformidade do Estado da Cidade do Vaticano com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Infância. O texto responde ao pronunciamento feito por mons. Silvano Tomasi em 14 de janeiro: naquela data, o observador da Santa Sé junto às entidades internacionais tinha apresentado, conforme fora solicitado a todos os Estados signatários, os progressos da Santa Sé na aplicação da convenção, assinada pelo Vaticano ainda em 1990. O relatório da comissão, devido à sua dureza assentada principalmente em preconceitos e em lacunas, levou muitos observadores a reconhecer na ONU uma forte manifestação de "catolicofobia". Essa postura, porém, não é nova: suas origens são antigas e exigem uma análise aprofundada deste novo documento.

A Comissão dos Direitos da Criança é um grupo de dezoito pessoas escolhidas pelos países signatários da convenção. O estatuto da ONU as descreve como "independentes", "de caráter moral elevado" e "de reconhecida competência na área dos direitos humanos". O adjetivo "independente" deveria significar que esses especialistas expressam opiniões pessoais, não vinculantes e não representativas dos seus países de origem (que, aliás, incluem a Arábia Saudita e a Rússia, nações que estão longe de ser transparentes em questão de direitos humanos).

A comissão é liderada por Susana Villarán, prefeita de Lima, católica famosa no Peru por suas campanhas contra os bispos do país e em favor do casamento homossexual, do aborto e das questões de gênero. Em suma, para entender as razões dessa atitude anticatólica no seio da ONU, é necessário observar as bases do funcionamento dos seus organismos. O diretor do jornal italiano La Nuova Bussola Quotidiana, Riccardo Cascioli, entrevistado por Aleteia, comenta: "O verdadeiro poder na ONU, atualmente, está nas mãos das agências: são mais de 40, que vão do UNICEF à Organização Mundial de Saúde, só para citar as mais conhecidas. Ao longo dos anos, esses programas, comissões e agências adquiriram um poder importante, porque atuam no território de cada nação, controlam uma quantidade considerável de recursos e comandam as operações. Para dar um exemplo, as políticas de controle de natalidade nos países em desenvolvimento são influenciadas em grande parte pelo poder dessas agências, que podem negar fundos aos países que não incentivam o uso de contraceptivos ou o aborto".

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