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Saber falar e saber silenciar

finger on lips – pt

Piotr Marcinski

Carlos Padilla Esteban - publicado em 19/02/14

Jesus e Maria nos ensinam a abençoar, elogiar, incentivar, e também nos mostram quando é preciso fazer silêncio no coração

Costumamos tomar tão pouco cuidado com o que dizemos! Mentimos, somos injustos ou nos deixamos levar pelo impulso do momento, usando como desculpa o argumento de que sempre dizemos o que pensamos – como se pensar mal do outro justificasse prejudicá-lo com nossas palavras.

Jesus passou pelo mundo fazendo o bem, falando bem dos outros, amando com sua presença, preenchendo as carências do coração. Seu amor se fez encontro. Suas palavras não ofendiam e seus gestos não feriam. Ao ser golpeado, ele perdoou; diante dos insultos, guardou silêncio. Mesmo na cruz, ele pediu que o Pai perdoasse aqueles que o matavam.

Na oração de consagração a Nossa Senhora, nós lhe entregamos também nossa boca: “Ó minha Senhora, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a vós, e em prova de minha devoção para convosco, eu vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E como assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa”.

Quando realmente amamos Maria, seu amor vai nos transformando, vai nos assemelhando a Ela e fazendo que seus sentimentos sejam os nossos. Maria nos transforma quando nos deixamos tocar pelo seu amor. Esta é a força transformadora do amor. Maria nos ensina a perdoar, porque sozinhos não somos capazes de fazê-lo.

Peçamos a Maria que nos ensine a abençoar, a elogiar os outros, a dizer coisas boas, a motivar. Que Ela nos ensine a fazer silêncio quando for preciso, mas também a falar quando for necessário. Como Ela fez, como Jesus fez.

Como são as palavras que dizemos e escrevemos? Elas transmitem vida? Apoiam os outros? Ajudam a levantá-los quando caem? Nossas palavras podem dar vida a muitos, mas também podem ferir e destruir; podem tirar a vida, quando não as usamos com delicadeza e cuidado.

Às vezes, nossas conversas não são construtivas. Que tipo de conversas são mais frequentes em nossos momentos familiares? Compartilhamos o que temos de mais autêntico em nosso interior? Ou nossas conversas se centram nos outros, no que deveriam mudar, no que nos incomoda deles?

Quão importante é o que dizemos! 

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