Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Até onde chega nossa responsabilidade pelo outro?

UN Photo/Kibae Park
Compartilhar

Ser responsável não é somente assumir as próprias decisões e suas consequências, mas também responder ao apelo dos mais carentes de hoje e amanhã

Uma ética do verdadeiro progresso vela pelo bem-estar de toda vida humana, especialmente pela dos mais frágeis, daquelas pessoas que, sozinhas, não conseguem se sustentar.
 
É preciso criar condições oportunas para que estas vidas frágeis encontrem um lugar no mundo e possam se desenvolver em igualdade de condições.
 
O progresso social e moral da humanidade é incompatível com políticas de vida excludentes, que não garantem igualdade de oportunidades para todos, independentemente da sua origem e das suas características genéticas.
 
Ser responsável, assim como entendia o lúcido pensador Hans Jonas, não significa somente responder coerentemente pelas próprias decisões, assumir os atos livres e encarregar-se das suas consequências. Responsabilidade exige também uma resposta ao apelo das pessoas mais vulneráveis, que precisam de atenção, disponibilidade, resposta; ao clamor do pobre, da vítima, do inocente, do faminto, do desabrigado.
 
A responsabilidade de Hans Jonas, no entanto, projeta-se ao futuro. Intervém nela a razão prática, mas, ao mesmo tempo, a força imaginativa. Ela volta a traduzir, de maneira criativa, o imperativo categórico kantiano e exige tratar as pessoas do futuro dignamente, sem esquecer de que são fins em si mesmas.
 
O impulso para o futuro, no entanto, não pode vir do medo, mas do amor.
 
Hans Jonas desenha um futuro escuro, devastado e, a partir dessa perspectiva, argumenta a favor da responsabilidade. Muitos a qualificam como catastrófica e, consequentemente, desqualificam a exigência de responsabilidade que se deriva dela.
 
Não acho que seja assim. O dever de velar pelo bem das gerações futuras não pode emergir do medo, mas do desejo de bem que experimentamos por elas, da benevolência, que é um dos grandes frutos do amor livre e gratuito.
 
Na última das conferência Gifford que John C. Eccles deu na universidade de Edimburgo durante o curso acadêmico de 1977-78, ele se perguntava: "Ainda estamos a tempo de construir uma filosofia e uma religião que possam nos dar uma confiança renovada nesta grande aventura vivida em liberdade e com dignidade?
 
Quero acreditar que sim, que a razão humana, impulsionada pelo amor incondicional inserido no interior de toda pessoa, pode renovar esta confiança na espécie humana e ganhar espaço na pacificação do planeta.
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.