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A incrível lógica do amor

© LilKar/SHUTTERSTOCK

Clarissa Oliveira - publicado em 07/03/14

“A caridade, o amor é compartilhar em tudo a sorte do amado”: Papa Francisco

É tempo de testemunho e coerência de vida cristã. Tempo de escolha pessoal, de dedicação aos propósitos, de jejum, mortificação, busca de santidade. Chegou o tempo de abrir o coração para viver o amor, aquele de doação, o verdadeiro amor de Cristo por nós. Amor este revelado na pobreza. Mas o que nos diz hoje o convite a viver esta pobreza?

“Qual é o segredo de Deus? Deus se revela por meio da fraqueza e da pobreza. É um grande mistério a vinda do Filho de Deus em meio a nós, mas a razão de tudo é o amor divino, um amor que é graça, generosidade, desejo de aproximação e não hesita em doar-se e sacrificar-se pelas criaturas amadas. A caridade, o amor é compartilhar em tudo a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, quebra os muros das distâncias. Deus fez isso conosco”, afirma o Papa Francisco em sua mensagem aos fiéis para a Quaresma deste ano.

Qual homem compreende a lógica do amor divino, na qual Aquele que é Filho do Rei se faz pequeno, se rebaixa e se faz um conosco? Como é possível chegar a tamanha “loucura de amor”? Um Deus grande se fez pequeno por meio de Seu Filho para que Ele mesmo pudesse nos erguer, nos tirar de nossa miséria e nos levar a compreender que somos herdeiros e filhos do Criador. Se fez pobre sendo rico, nos amou em Sua doação.

Entramos na Quaresma, um tempo de jejum, oração, abstinência e preparação para a maior doação de todas. Aquele que se fez um de nós, e um por nós, amou-nos até o fim e livrou-nos de todo e qualquer pecado, abrindo as portas do Céu. 

Na Quaresma nos preparamos para o incrível ato de amor do Filho do Homem, quando numa cruz se entregou por nós e após três dias ressuscitou para nos abrir as portas do Céu, onde “nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor” (Ap 21,4).

“A finalidade do fazer-se pobre de Cristo é nos tornar ricos por meio da Sua pobreza – segue o Papa Francisco –, é uma síntese da lógica de Deus, a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus se coloca em meio as pessoas necessitadas de perdão, em meio a nós pecadores e se carrega do peso de nossos pecados. É este o caminho que escolheu para nos consolar, nos salvar, libertar-nos da nossa miséria”.

Fomos libertos por meio da pobreza e não por meio da riqueza de Cristo. A lógica divina é inversa da humana. Se o próprio Deus se fez pequeno, também nós podemos. Na humildade e no reconhecer-se pequeno damos espaço a Deus. Nossa alegria deve estar em receber o Senhor. Como João Batista devemos nos alegrar e ter a coragem em dizer “é preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). 

Esta pobreza é o modo de amar de Cristo, que se aproxima de nós como um amigo, um irmão, como Aquele que cuida de nós. “O que nos dá a verdadeira liberdade, salvação e felicidade é o Seu amor de compaixão, ternura e partilha. A pobreza de Cristo que nos enriquece é o Seu fazer-se carne, colocar sobre Si nossas fraquezas, nossos pecados nos comunicando a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de sua confiança ilimitada em Deus Pai, do confiar-se a Ele em cada momento, buscando sempre e somente a Sua vontade e a Sua glória. É rico como uma criança que se sente amada pelos seus pais. A riqueza de Jesus é o seu ser Filho”, afirma o Papa.

Neste tempo deixemos que nossa pequenez nos leve a sermos verdadeiros filhos abandonados nas mãos do Pai. A conversão nada mais é do que uma mudança e, neste caso, mudar para a direção que Cristo nos convida, seguindo Seus passos. Para este tipo de “caminhada” é preciso um bom preparo físico, este é o tempo de exercitar-se. As práticas vividas na Quaresma nos ajudam a assumir este novo rumo que nos propõe Jesus Cristo.

“A Quaresma é um tempo adequado para se despojar; e nos fará bem nos perguntar de quais coisas podemos nos privar com a finalidade de ajudar e enriquecer outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza fere: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa e não dói”, afirma o Papa Francisco.

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