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Tráfico humano: triste realidade

Church’s Catholicity embraces all of humanity, Pope says – pt

Robert Sweir

Dom Demétrio Valentini - CNBB - publicado em 11/03/14

Segundo cálculos feitos a partir de constatações comprovadas, o tráfico de pessoas humanas rende anualmente, trinta e dois bilhões de dólares

Neste ano a Campanha da Fraternidade nos surpreende pelo próprio tema. O tráfico humano não fazia parte do imaginário comum de nosso cotidiano. Desta vez, precisamos, primeiro, dar-nos conta da consistência deste fato, que a campanha nos apresenta.

A primeira tarefa, portanto, é conferir a realidade, ajudados pelas estatísticas que a própria ONU nos apresenta.

Mesmo sabendo como é difícil obter dados precisos a respeito de uma realidade que costuma ser acobertada, os números são mais do que suficientes para flagrar a gravidade da situação.

Vale a pena deter-nos, num primeiro momento, a olhar os fatos.

Segundo cálculos feitos a partir de constatações comprovadas, o tráfico de pessoas humanas rende anualmente, trinta e dois bilhões de dólares.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho vinte milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado. Destas, 4,5 milhões (22%) são exploradas em atividades sexuais forçadas; 14,2 milhões (68%), em trabalhos forçados em diversas atividades econômicas; 2,2 milhões (10%) pelo próprio Estado, sobretudo quando militarizado.

Segundo a mesma pesquisa, 11,4 milhões (55%) são mulheres e jovens; 9,5 milhões (45%), homens e jovens.

Em relação à idade: 15,4 milhões (74%) são adultos; os outros 5,5 milhões (26%) têm até 17 anos, o que mostra ser alto o número de traficados entre crianças e jovens.

Mas esta realidade não se revela só pelos números, existe toda uma trama maldosa, que explora as debilidades humanas, e é capaz de mudar em pesadelo muitos sonhos de pessoas que se deixam seduzir por falsas promessas, em busca de vantagens que a sociedade acaba estimulando. E aí se começa a perceber a dinâmica perversa que vai enredando as pessoas, reduzidas a meras mercadorias humanas, exploradas pela mesma ganância que as levou a confiarem em quem as estava enganando.

Pois bem, a Campanha da Fraternidade descortina diante de nós esta realidade. Pois é urgente que ela seja enfrentada de maneira adequada. A primeira providência é dimensionar bem sua gravidade.

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