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Meninas e sexo: a “primeira vez” não significa mais nada

Girls – pt

HBO

Emanuele D'Onofrio - publicado em 12/03/14


É impactante a linguagem pesada, o fato de que o sexo praticado seja gritado aos quatro ventos, como se ele só fizesse sentido como uma “experiência social”. O que você pensa disso?

Bianchi: Bom, é claro que a linguagem é pesada e crua, porque se eu tirei do ato sexual qualquer aspecto de sentimento, o que me resta é o ato "bruto", mecânico. A linguagem qualifica esse ato mecânico e só expressa a brutalidade, a força, o poder, o nojo… Eu despojei aquele ato de qualquer sentimento, e, por isso, quando vou falar dele, falo de um jeito que reflete essa falta de sentimentos. Voltando ao assunto da homossexualidade, a grande questão não é se existem ou não existem jovens com tendências homossexuais; o problema é que as mensagens sociais que nós passamos para os jovens são: "o que é gay é bonito e divertido", e "o casal é uma chatice". Este é o exemplo que nós estabelecemos. Um filme de alguns anos atrás, com Margherita Buy, mostrava o quê? A mulher e o marido ficavam deprimidos quando estavam juntos, mas quando o marido participava de festas com os gays, ele ficava alegre, sorridente, feliz. Esta é a imagem que nós estamos passando. Uma década atrás, aconteceu o beijo em público de Madonna e Britney Spears, durante um show, um beijo cheio de sensualidade. Centenas de milhares de meninas, só na Itália, seguiram aquele exemplo só no espaço de uma semana.

E que tipo de mensagem os adultos estão passando?

Bianchi: Nós, adultos, lançamos mensagens paradoxais: se você faz sexo com o sexo oposto, o sentimento não é necessário; já a homossexualidade é divertida. Mas para as crianças que ainda estão à procura de uma identidade sexual, não deveria ser sugerido nada. Com a lógica delas, mesmo que essa lógica esteja errada, elas vão crescendo e não devem ser condicionadas pelos adultos. Se pesquisassem o número de rapazes que só tiveram uma única experiência homossexual, descobririam que o número é enorme. E entre as meninas, isso também virou uma "tendência", incentivada pela moda, não por uma pulsão.

Podemos dizer que foram principalmente as meninas que mudaram de comportamento sexual em comparação com o passado?

Bianchi: Atenção. Antes, a mulher dava um valor sentimental ao sexo. Quando os jovens decidiram que não é mais assim, a linguagem se tornou crua, e não poderia ser diferente. Quando fazer sexo é a mesma coisa que dar dois chutes numa bola de futebol, ou fumar um cigarro, ou um baseado, tudo é enfatizado do mesmo jeito. O problema é que é enfatizado com uma linguagem que vira um ponto de referência, e isso é uma coisa que os adolescentes não entendem, mas que também não foi entendida pela maioria das pessoas que acompanham os adolescentes. Significa que a menina tem que praticar atos sexuais violentos para dizer que ela "fez sexo". Ela “precisa” fazer sexo com dois ou três rapazes juntos, senão as palavras dela não vão ser tão bombásticas quanto a realidade. Infelizmente, as palavras que os jovens usam levam à prática. Falamos dos 14 anos como a idade em que se perde a virgindade: na realidade, desde antes disso os adolescentes contam para nós, psicólogos, algumas coisas que revelam dois fenômenos. Primeiro, os meninos de 12 anos nos contam que as meninas é que vão tocar neles, e isso mostra uma inversão de tendência. Segundo, as meninas de 14, 15 anos, pedem para os pais trocá-las de escola. Isso porque elas foram extremamente desinibidas e “fáceis” durante o ensino médio e isso leva os rapazes a bater à porta delas, procurando por elas. Elas ficam envergonhadas daquilo que consideram como “uma clássica estupidez juvenil”. Mas isso elas não contam para os pais, e acabam ficando ali e vivendo um desconforto muito forte.

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Tags:
AbortoSexualidade
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