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Uma vítima de abuso sexuais agora assessora o Papa para evitá-los

Foto/Andrew Medichini
En esta foto del 7 de febrero del 2012 se ve a Marie Collins en conferencia de prensa en un simposio del Vaticano sobre abuso sexual de los clérigos en Roma. Collins ha sido designada en marzo del 2014 para integrar un panel que asesorará al Vaticano en el tema. (AP Foto/Andrew Medichini, Archivo)
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Marie Collins, ativista irlandesa pela justiça com as vítimas de abusos, faz parte da comissão instituída pelo Papa Francisco

Vítima da agressão sexual de um capelão de hospital quando era criança, Marie Collins chegou a ser uma destacada ativista irlandesa na luta pela justiça com as vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes.
 
Agora, ela foi convidada para participar da comissão que o Papa Francisco criou para a defesa dos direitos dos menores. É uma das 8 pessoas – incluídas 4 mulheres – que ajudarão a identificar o alcance desse mal e que assessorarão a Igreja Católica sobre as melhores práticas para proteger meninos e meninas.
 
Em uma entrevista com The Associated Press, Marie disse que sua prioridade é que o Vaticano castigue os bispos culpados por encobrir os padres que estupraram menores.
 
“Não vejo sentido algum em ter programas de primeira qualidade para proteger as crianças, se não existem sanções para um bispo que decide ignorá-las – disse Marie. O motivo pelo qual todos estão tão indignados não é o fato de haver abusadores na Igreja, pois eles existem em todos os lugares da sociedade. O motivo é esse encobrimento sistemático.”
 
Membros iniciais da comissão
 
Marie reconheceu que poderia se decepcionar se a comissão não ajudar a formular sanções. Mas disse que vale a pena aproveitar a oportunidade de participar da comissão, ainda correndo o risco de perder credibilidade diante de outras vítimas de abusos.
 
“Eu aceitei porque já critiquei muito a Igreja pela forma como ela faz as coisas e como trata os sobreviventes – explicou. Não aproveitar esta oportunidade para dizer estas coisas no núcleo da Igreja iria contra tudo o que sinto.”
 
Marie foi agredida sexualmente pelo então Pe. Paul McGennis em 1960, quando tinha 13 anos e estava internada no hospital do qual ele era capelão. Ele tirou fotos dela. “Aqueles dedos que tinham abusado de mimnuma noite eram os mesmos que, na manhã seguinte, seguravam e me ofereciam a hóstia sagrada.”
 
O capelão tentou acalmá-la, dizendo que, por ser padre, ele não poderia agir de forma errada. Isso levou Marie a ter um grande sentimento de culpa e “à convicção de que o que tinha acontecido era responsabilidade minha, não dele”.
 
Quando ela finalmente criou coragem para denunciar seu abusador, o padre colocou a culpa nela. “Eu me desintegrei em mil pedaços – afirmou. Não falei com ninguém durante dez anos.”
 
Marie sofreu de depressão e agorafobia durante décadas, e esteve internada em hospitais psiquiátricos mais de uma vez.
 
Finalmente, as autoridades civis julgaram e prenderam o sacerdote culpado, que foi sentenciado outras duas vezes pelo mesmo motivo. Ele foi expulso do sacerdócio e passou a ser leigo em 1997.
 
Em 2003, Marie ajudou a arquidiocese de Dublin a criar seu próprio serviço de proteção à infância e, em 2012, falou em um simpósio apoiado pelo Vaticano, na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, orientando a educar os bispos nas normas de proteção das crianças.
 
O principal grupo de vítimas dos Estados Unidos, SNAP, elogiou a participação de Marie na comissão de Francisco, bem como a da principal autoridade da Igreja sobre abusos sexuais de clérigos, o bispo Charles Scicluna, fiscal de crimes sexuais no Vaticano durante 10 anos.
 
Marie considera que a determinação do Papa e esta comissão ajudarão a implementar as políticas de que a Igreja precisa neste momento.
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