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Para Ela

Eu me casei e formei uma família aos 21 anos de idade e tenho 4 razões para estar muito feliz com isso

Chet Mancini / Brantly Millegan

Brantly Millegan - Aleteia Vaticano - publicado em 29/03/14

E você, nunca pensou em ser um rebelde social também?

Minha esposa e eu nos casamos no último verão antes de acabarmos a faculdade. Nosso primeiro filho foi concebido poucas semanas depois. De propósito. E foi uma das melhores decisões da nossa vida.
Com os índices do casamento rolando ladeira abaixo e a idade dos noivos subindo cada vez mais, nós sabemos que somos uma espécie de anomalia dentro da cultura atual.

Não, nós não somos membros de nenhuma seita esquisita, nem fomos pressionados pelos nossos pais para fazer o que fizemos (muito pelo contrário…). Aliás, não muito tempo antes do noivado, nós também achávamos que casar e começar uma família ainda na faculdade era uma ideia louca.

Mas nós nos apaixonamos.

Pois é, os ventos fortes do amor romântico nos empurraram para o plano de casar no último ano da faculdade. Mas, como eu já escrevi em algum outro lugar, nós também tínhamos o plano implícito da contracepção (como quase todo mundo…). E enquanto tentávamos escolher um método contraceptivo para chamar de nosso, acabamos descobrindo os argumentos católicos contrários a isso: para nossa própria surpresa, ficamos convencidos de que a contracepção é mesmo contrária à moral natural.

Passamos então a nos sentir bem à vontade com o planejamento familiar natural, mas também nos convencemos de que a principal finalidade do casamento é a família: os filhos só devem ser evitados por um casal se houver muito boas razões. E nós não tínhamos nenhuma. Foi assim que, para a nossa própria felicidade, decidimos viver abertos à vinda dos filhos desde o início. Tudo isso foi acontecendo: nós não tínhamos esse planejamento no começo do namoro.

Compartilho este relato para dizer que nenhum de nós pensava em ter filhos cedo, mas, pela graça de Deus, eu hoje tenho muito orgulho em dizer que estamos casados ​​há quatro anos e meio, temos dois filhos e o terceiro já está a caminho.

E esses têm sido os melhores anos das nossas vidas! Não nos arrependemos de nada: pelo contrário, vemos todas as grandes bênçãos que poderíamos ter perdido se tivéssemos seguido o caminho cultural normal, adiando (provavelmente por tempo indeterminado) o casamento e os filhos.

Bom, agora sim: aqui vão quatro razões que me fazem considerar que tomamos uma ótima decisão!

1) Estamos desfrutando da nossa vida sexual juntos de forma saudável, realizadora e construtiva.

Gente jovem tem impulsos sexuais. E isto é ótimo! O que é triste é que a nossa cultura seja projetada basicamente para garantir que a própria sexualidade seja obcecada, frustrante, vazia e autodestrutiva.

O tempo de estudos, hoje em dia, se estende para bem além do nosso amadurecimento físico, dificultando, na prática, que as pessoas façam uso normal da sua sexualidade no sentido mais pleno de intimidade e entrega mútua: ou seja, casando e tendo filhos. Só que as pessoas continuam tendo os seus naturais impulsos sexuais: daí o uso do sexo pelo sexo, degradando-se e usando os outros como objetos. E apesar de toda a sanha da cultura atual contra a gravidez, às vezes o ato da procriação (surpresa!) ainda leva a procriar! E as mulheres ficam reféns da criação de um filho, sozinhas ou com alguém que não as ama ou a quem elas não amam; ou, pior ainda, perdem a esperança e decidem que o melhor é matar o próprio filho.

Minha esposa e eu não somos perfeitos, mas temos sido abençoados com a oportunidade de desfrutar de verdade da nossa sexualidade. Temos a segurança do casamento e não vamos interromper o processo natural com meios contraceptivos. Estamos deixando a nossa sexualidade dar os frutos para os quais a natureza a concebeu: filhos!
Este é o segredo que torna tudo muito mais alegre, emocionante e divertido.

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