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O que são as células-tronco?

Funding for adult stem cell research increasing, report finds Eckhard Volcker
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Existem dois tipos de células-tronco: adultas e embrionárias. Saiba as diferenças

No baralho, a carta que pode substituir outras em determinados jogos é chamada de curinga. Já no campo da saúde, pode-se dizer que os seres humanos nascem com um curinga dentro do organismo: são as células-tronco. As células-tronco podem ser encontradas em qualquer órgão e são responsáveis por fazer os reparos necessários quando ocorrem lesões nos tecidos.

É o que acontece, por exemplo, quando alguém se corta: as células-tronco locais entram em ação e provocam uma cicatrização. O corpo humano adulto é composto por aproximadamente 75 trilhões de células dos mais variados tipos: da pele, do cérebro, do coração etc. Todas elas derivam das células-tronco.

Encontradas principalmente na medula óssea (região esponjosa que fica dentro do osso), na placenta e no cordão umbilical, na polpa dos dentes, na raiz dos pelos, as células-tronco têm a capacidade especial de originar qualquer tipo de tecido e de gerar cópias idênticas de si mesmas, inclusive em laboratório.

Esta constatação abriu caminhos para a utilização das células-tronco para tratamento no reparo de órgãos ou de tecidos. Ao invés de substituir o órgão doente por outro de um doador, procedimento que pode ter limitações e complicações vislumbra-se a possibilidade de se recuperar este órgão a partir da terapia celular.

Existem dois tipos de células-tronco: adultas e embrionárias.

Após a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, forma-se uma célula (zigoto) que começa a se multiplicar. Cerca de cinco dias depois, já existe um grupo de cem células chamadas blastocisto. As células da camada externa do blastocisto já têm um grau de diferenciação, mas as da camada interna são totalmente indiferenciadas, têm a capacidade de se replicar e de se transformar em qualquer célula do organismo – são as chamadas células-tronco embrionárias também chamadas de totipotentes. Todas as outras células-tronco encontradas no organismo após a fase de blastocisto são chamadas de células-tronco adultas.

Nos últimos anos, surgiram trabalhos com resultados positivos em tratamentos de doenças tidas até então como incuráveis como leucemias, linfomas, câncer de mama e outros 20 tipos de câncer, esclerose múltipla, doenças de Crohn, artrites reumatóide e juvenil e outras 10 doenças auto-imunes como lúpus e esclerose múltipla, para doenças cardíacas, lesões de córnea, 3 imunodeficiências, 5 distúrbios metabólicos, diabete, recolocação de ossos, lesão de medula espinhal e outras lesões traumáticas, doença de Parkinson, derrame cerebral.

Diante destas boas notícias, as entidades sociais de defesa dos portadores de diversas patologias divulgam esperançosas estes ensaios clínicos:  todos ainda considerados experimentais e todos realizados com células-tronco adultas. Porém, com a possibilidade de se realizar a fecundação artificial, há grupos de cientistas que querem prosseguir na experimentação com células-tronco embrionárias cujo uso destrói os embriões. Este foi um dos temas para a discussão no Supremo Tribunal Federal no Brasil: a liberação de experimentação em embriões o que foi aprovado apesar da insistência de cientistas contrários ao seu uso, inclusive comprovando que não há necessidade de uso dos embriões para o progresso da Ciência e que isto seria outra grande porta para liberar o aborto ao desconsiderar a identidade humana dos embriões.

A equipe do pesquisador Italiano, Giulio Cossu (Saint Raphaël Institute, Milão), está publicando seu trabalho sobre o tratamento da miopatia de Duchenne no jornal Nature.

Os pesquisadores desenvolveram uma terapia baseada no uso de CT adultas que circulam facilmente nas fibras musculares. A pesquisa foi realizada em cães sofrendo de uma distrofia muito semelhante à miopatia no homem. Esta doença é causada por uma mutação no gene da distrofina e resulta numa degeneração dos músculos, afetando as  funções motoras, respiratórias e cardíacas. Para re-estabelecer a produção da distrofina nos músculos dos cães doentes, os pesquisadores usaram células da parede dos vasos sanguíneos, que são capazes de se reprogramarem e se tornarem células musculares  e migrarem para as células danificadas.

Atualmente, estão progredindo rapidamente as experimentações com células tronco presentes no cordão umbilical que eram descartadas e jogadas fora após a saída da placenta e se mostram muito promissoras para uso em terapia.

Do cordão umbilical vem também uma nova esperança para recém nascidos com complicações neurológicas graves que pode resultar em novas estratégias terapêuticas para a prevenção do desenvolvimento de paralisia cerebral e/ou danos cerebrais graves nesses indivíduos.