Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Economia católica: a história distorcida do capitalismo (parte 1)

Luiz Fernando Reis
Compartilhar

Desmascarando o mito conservador

Felizmente, Marx não estava sozinho. Havia outra voz clamando no deserto social. Era a voz do papa Leão XIII. Como muitos outros, ele viu o mal óbvio do capitalismo, que é a alienação da propriedade, mas também viu que a cura proposta por Marx seria pior do que a doença.

Assim, em maio de 1891, ele lançou a grande encíclica Rerum Novarum, na qual condena firmemente tanto o capitalismo quanto o socialismo, corrigindo os erros que ambos tinham cometido a propósito da ideia de propriedade privada.

Primeiro, o papa notou as tristes condições causadas pelo capitalismo desenfreado:

“A contratação de mão de obra e a condução do comércio estão concentradas na mão de relativamente poucos; deste modo, um número pequeno de homens muito ricos pode impor à massas dos trabalhadores pobres um jugo pouco melhor que o da própria escravidão” (3).

A seguir, ele condenou a solução marxista:

“Para remediar tais erros, os socialistas, trabalhando sobre a inveja que o pobre tem do rico, esforçam-se para acabar com a propriedade privada e afirmam que as posses individuais devem tornar-se propriedade comum de todos. Mas as suas afirmações são tão claramente impotentes para acabar com a controvérsia que, com elas, o trabalhador seria dos primeiros a sofrer” (4).

Por fim, ele propôs a verdadeira solução, oposta tanto ao capitalismo quanto ao socialismo:

“A propriedade privada deve ser considerada sagrada e inviolável. A lei, portanto, deve favorecer a propriedade e adotar como política a de levar o maior número possível de pessoas a se tornarem proprietárias” (46).

O capitalismo tinha concentrado a riqueza em grau extremo. O socialismo procurava apenas completar o trabalho, transferindo a propriedade já concentrada para o governo. Leão XIII argumentou numa direção oposta a ambos: na direção da propriedade real para o trabalhador e para a sua família.

A constatação de que o socialismo representa uma concentração perigosa da propriedade fora das mãos das famílias é coisa clara nos dias de hoje: não preciso insistir neste ponto. No entanto, a constatação de que o capitalismo faz exatamente a mesma coisa é considerada praticamente uma “heresia moderna”, em especial nos círculos conservadores: portanto, esta tese exigirá argumentação. É esta argumentação que eu pretendo apresentar na próxima semana.

Páginas: 1 2

São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.