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O poder do perdão no casal

© BaileyRaeWeaver

Aleteia Vaticano - publicado em 07/04/14

Ver o próprio parceiro e suas ações negativas com realismo e misericórdia evita identificar a pessoa com seus erros e nos ajuda a ser melhores

As ofensas vindas pessoas a quem amamos costumam doer mais porque, além do dano recebido, existe o sentimento de ter sido de alguma maneira traídos em nossa confiança, nossos sentimentos ou nossas expectativas.

A primeira coisa que precisamos entender é que toda pessoa erra, pois está sempre em processo de aprendizagem e desenvolvimento. E seu cônjuge não é exceção.

Além disso, muitas das limitações dos adultos para expressar o amor provêm das feridas emocionais que eles sofreram em sua infância. Por isso, o mais provável é que, por trás dos erros do seu cônjuge, haja uma criança ferida que ainda precisa crescer.

O que é perdoar?

Muitas pessoas temem que, perdoando, estejam dando ao outro o poder de continuar ofendendo-as, ou que estejam se humilhando. No entanto, é importante saber entender em que realmente consiste o perdão.

Perdoar não é aceitar o inaceitável nem justificar males como maus tratos, abusos, falta de solidariedade ou infidelidade. Tampouco é agir como se nada tivesse acontecido. Isso seria forçar-nos a ignorar a realidade e a acumular ressentimentos. Igualmente, perdoar não é tentar esquecer o que me fizeram, pois sempre é bom aprender a partir do que vivemos.

Perdoar é sobretudo libertar-se dos sentimentos negativos e destrutivos, tais como o rancor, a raiva, a indignação que um mal padecido despertou em nós, e optar por entender que está nas minhas mãos aumentar o grau de sofrimento do dano recebido ou colocar o problema onde ele está: na limitação que meu cônjuge teve de amar melhor em uma determinada circunstância.

Em síntese, perdoar é, ao contrário da raiva e do rancor, ver as pessoas e circunstâncias que nos causaram dor e problemas de uma maneira diferente. É poder olhar para o meu cônjuge e suas ações negativas com o realismo e a misericórdia próprias de um Deus que, sem desconhecer nossas faltas, não nos identifica com o pecado e nos dá a oportunidade de ser melhores.

Por que perdoar?

Porque, enquanto com o ódio e o rancor, ficamos atados ao mal que nos fizeram e estancamos a relação matrimonial, concentrando-nos somente no erro e na dor que uma determinada ação nos causou, o perdão nos dá a oportunidade de ver a falta como um erro real, mas sem o peso emocional que nos prejudica.

Então, além de recuperar a paz, recobramos a lucidez para avaliar o dano em sua dimensão real e tomar as medidas necessárias frente ao relacionamento.

No fundo, sou eu o responsável por produzir a raiva em mim ou por me apegar a ela. A raiva é uma forma de satisfazer meu ego ferido.

Não posso me esquecer de que meu cônjuge é muito maior que o seu erro. Sem querer justificar suas faltas, é claro que, por trás da sua ação, há uma criança ferida pelos condicionamentos do seu passado, pedindo-nos ajuda, amor, respeito.

Também é evidente que, se o meu cônjuge um dia me entregou sua vida em casamento, é porque me ama e que, portanto, o mais provável é que se erro não tenha sido premeditado, mas resultado das suas limitações como ser humano em processo.

Amar o outro supõe aceitar que ele é limitado e renunciar às minhas expectativas de mudança da sua realidade; também exige de mim boa vontade para fazer o melhor possível.

(Artigo publicado em Por tu Matrimonio)

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