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Antes de dar dinheiro ao pobre, leia isso

Limosna a los pobres – pt

© Angel Morales Rizo / Flickr / CC

Aleteia Vaticano - publicado em 08/04/14

A esmola precisa surgir do amor e ser justa, prudente, alegre, secreta, desinteressada e digna

A palavra "esmola", de origem latina, tem suas raízes no grego e significa "compaixão". Compadecer pode ser entendido como "sofrer com", ou seja, compreender o que o meu próximo está sofrendo e procurar remediar tal sofrimento com a minha ajuda, não só econômica, mas sobretudo de solidariedade, de acompanhamento.

Podemos dar esmola para que o mendigo deixe de nos incomodar. Podemos dar porque nos convém na dedução dos impostos. Podemos dar porque é uma boa propaganda para nosso produto. Podemos dar para sentir que somos bons ou para que os outros nos considerem generosos.

Mas podemos dar esmola porque nossa natureza humana é intrinsecamente boa e porque não suportamos ver alguém sofrendo. Podemos dar esmola por amor ao próximo e por amor a Deus.

A história de São Martinho de Tours é um exemplo de esmola cristã: Um soldado romano que se compadece de um homem que está morrendo de frio e parte sua capa ao meio. À noite, ele sonha com Jesus vestido com sua meia capa e dizendo: "Martinho me deu sua capa". Jesus nos ensina que é a ele que socorremos quando fazemos uma obra de misericórdia.

Os discípulos de Jesus são convidados a dar esmola, assim como são convidados a amar seu próximo, por quem, a exemplo do próprio Cristo, deveriam estar dispostos a dar até a vida.

A situação das nossas grandes cidades despersonalizou até os mendigos: já não os conhecemos, desconfiamos da sua necessidade e os evitamos como se fossem ladrões. A cidade nos desumanizou. Preferimos dar nossa ajuda por meio de alguma instituição que vele pelos mais carentes, como a Cruz Vermelha.

A esmola é uma forma de fazer penitência pelos nossos pecados e dá-la nos purifica e santifica, porque nos permite amar e fazer algo pelos nossos irmãos.

A igreja nos ensina que a esmola precisa ser justa, ou seja, que aquele que mais tem, mais deve dar; prudente, ou seja, comprovar que quem a recebe realmente precisa dela e não a usará para fins indevidos; alegre, porque Deus ama quem dá com alegria; secreta, porque Jesus pede que nossa mão esquerda não saiba o que a direita fez; desinteressada, ou seja, que não tenhamos segundas intenções ao dar, como, por exemplo, esperar alguma ajuda do necessitado; e digna, ou seja, que não ofenda a dignidade de quem recebe nem o faça sentir-se mal.

Alguns podem achar que hoje em dia já não se pode dar esmola, porque já não sabemos a quem estamos dando; mas, se abrirmos bem os olhos, perceberemos que há muitas pessoas que precisam da nossa esmola e que talvez nunca a pedirão.

Não precisamos de uma assistente social para perceber que um familiar ou um vizinho está passando por momentos difíceis devido à pobreza.

Não esperemos que nos peçam, ajudemos generosamente sem ferir os sentimentos das pessoas e sem esperar agradecimentos. Os mendigos costumam dizer: "Que Deus lhe pague", e isso é verdade: Deus sabe pagar e paga muito bem.

(Artigo publicado originalmente por Desde la Fe)

Tags:
Amor
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