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Como avaliar as próprias decisões?

Decisión en el metro – pt

© Tom Page / Flickr / CC

Aica - publicado em 10/04/14

É preciso aprender a enxergar a própria vida com realismo e esperança

Cada decisão “deixa uma marca na sua vida, na vida das pessoas que o cercam e em corações que você não conhece, mas que, de maneira misteriosa, são influenciados pelos seus atos”, destacou o bispo de Catamarca, Dom Luis Urbanc, em uma reflexão sobre “o mistério de viver”.

“Com o passar do tempo, as decisões configuram um mosaico. De certa forma – como ensinava São Gregório de Nisa –, somos pais de nós mesmos por meio dos nossos atos.”

“Que imagem você traçou em sua alma? Para onde você dirige seu olhar? O que você busca, o que sonha, o que teme, o que chora, o que lhe causa alegria?”, perguntou.

O bispo explicou que, quando os defeitos dominam o coração da pessoa e causam tristeza nele, é preciso se perguntar em que medida se é culpável do que ocorre e que decisões levaram a esta situação de apatia, orgulho, preguiça, inveja, rancor.

“Às vezes – comentou –, você pode ficar procurando a culpa fora de você. E pode ter parte de razão nisso: há pessoas que o feriram profundamente, que um dia chegaram a provocar essa angústia ou esse ódio que o corroem. Mas, outras vezes, você terá de reconhecer: a culpa é completamente sua.”

“É preciso abrir os olhos diante da sua situação atual e vê-la com realismo e esperança. Acima de tudo, é preciso aprender a ler sua vida com um coração que o conhece como ninguém: o coração de Deus”, aconselhou.

“Você pode lhe perguntar se é culpado pelas vezes que foi prejudicado, se permitiu ser afogado em assuntos insubstanciais, se chegou a se fechar em um pessimismo daninho”, afirmou.

Dom Urbanc comentou que, “seguindo o diagnóstico do Médico divino”, é possível abrir-se à sua graça para curar a vontade e orientar os pensamentos “a um mundo novo e belo, para dar passos concretos que lhe permitam perdoar e pedir perdão”.

(Artigo publicado originalmente por Aica)

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PerdãoVida
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