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A Cruz que parece derrota é na verdade vitória

Via Crucis al Colosseo con il Santo Padre 9 – pt

© Sabrina Fusco / ALETEIA

Clarissa Oliveira - publicado em 19/04/14

Cristo carregou sobre si nossas faltas e o mal do mundo, para nos libertar

Hoje sobre a Terra existe um grande silêncio e solidão. Noite longa e escura, dorme o nosso Rei. Permanecemos perplexos diante da Cruz. A morte nos desarma, mas é diante dela que tomamos consciência de quem somos.

“Na Cruz vemos a monstruosidade do homem, quando se deixa guiar pelo mal; mas vemos também a imensidade da misericórdia de Deus que não nos trata segundo os nossos pecados, mas segundo a Sua misericórdia. De frente a Cruz de Jesus, nos sentimos ‘filhos’ e não ‘coisas’, ou ‘objetos’”, disse o Santo Padre na Via Sacra de ontem, 19.

Vivemos a solidão e a dor da perda, pois o nosso Senhor morreu. Vivemos a incompreensão, pois nossa razão é incapaz de entender tamanho ato de amor.

“Deus colocou sobre a Cruz de Jesus todo o peso dos nossos pecados, todas as injustiças perpetradas por cada Caim contra seu irmão, toda amargura da traição de Judas e de Pedro, toda a vaidade dos prepotentes, toda arrogância dos falsos amigos. Era uma Cruz pesada, como a noite das pessoas abandonadas, pesada como a morte das pessoas caras, pesada porque reassume toda a feiura do mal”, continua o Papa Francisco.

Mas diante desta escuridão se esconde a grande vitória redentora. Cristo carregou sobre si nossas faltas e o mal do mundo, para nos libertar. A Cruz que parece derrota é na verdade vitória. A Cruz que parece solidão é na verdade encontro Daquele que, nos amando até o fim, abre-nos as portas do Paraíso para que nunca mais vivamos separados Dele.

Amável Jesus,
subistes ao Gólgota sem hesitar, obrigação de amor,
e deixastes-Vos crucificar sem lamento.
Humilde Filho de Maria,
tomastes o peso da nossa noite
para nos mostrar com quanta luz
queríeis dilatar-nos o coração.
Nas vossas dores, está a nossa redenção,
nas vossas lágrimas se desenha «a Hora»
da revelação do Amor gratuito de Deus.
Sete vezes perdoados,
nos vossos últimos suspiros de Homem entre os homens,
a todos nos levais de volta ao coração do Pai,
para nos indicar, nas vossas últimas palavras,
o caminho da redenção para toda a nossa dor.
Vós, o Todo Encarnado, aniquilais-Vos na Cruz,
compreendido apenas por Aquela, a Mãe,
que fielmente «estava» ao pé daquele patíbulo.
A vossa sede é fonte de esperança sempre acesa,
mão estendida mesmo para o malfeitor arrependido,
que hoje, graças a Vós, doce Jesus, entra no paraíso.
A todos nós, Senhor Jesus Crucificado,
concedei a vossa infinita Misericórdia,
perfume de Betânia sobre o mundo,
gemido de vida para a humanidade.
E no fim, abandonados nas mãos do vosso Pai,
abri-nos a porta da Vida que não morre. Amém.

Oração preparada por Sua Excelência Reverendíssima D. Giancarlo Maria Bregantini, Arcebispo de Campobasso-Boiano.

Esperamos a ressurreição!

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