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Francisco pede fim das guerras na mensagem de Páscoa

O Papa Francisco, em uma das tradicionais bênçãos "Urbi et Orbi"

AFP - publicado em 20/04/14

O pontífice, de 77 anos, cumpriu uma agenda intensa em sua segunda Semana Santa no Vaticano

O papa Francisco celebrou neste domingo na praça de São Pedro sua segunda missa de Páscoa como pontífice, ao fim da qual pediu o "fim de todas as guerras" e defendeu o diálogo e reconciliação.

Diante de 150.000 pessoas, procedentes de todo o mundo mundo, o pontífice defendeu o diálogo e a reconciliação para todos os conflitos que afetam o planeta: Venezuela, Ucrânia, Síria, Iraque, Oriente Médio, Nigéria, entre outros.

Ao cumprir a tradição do domingo de Páscoa, Francisco suplicou pelo "fim de todas as guerras" e pediu à comunidade internacional que "impeça a violência na Ucrânia", onde a tensão aumentou neste domingo após um tiroteio em uma cidade sob controle das forças pró-Rússia.

"Te pedimos que ilumines e inspires iniciativas de paz pelos esforços na Ucrânia, para que todas as partes envolvidas, apoiadas pela comunidade internacional, realizem todos os esforços para impedir a violência e construir, com seu espírito de unidade e diálogo, o futuro do país", disse o pontífice na sacada da basílica de São Pedro.

O papa argentino também reservou palavras para os problemas da América Latina.

"Te pedimos pela Venezuela, para que os ânimos sejam encaminhados para a reconciliação e a concórdia fraterna", disse o papa argentino em um apelo para que o diálogo prossiga entre o governo e a oposição venezuelana.

Os problemas econômicos e a violência obrigaram o presidente do país país, Nicolás Maduro, a iniciar na última semana um processo de diálogo para tentar acabar com mais de dois meses de protestos contra o governo que deixaram 41 mortos e 600 feridos. As conversações têm a participação do núncio apostólico, ou embaixador do Vaticano, Aldo Giordano, um diplomata veterano.

Francisco também pediu pela paz entre israelenses e palestinos, rogou pelas "vítimas da violência fratricida no Iraque" e apelou às partes na Síria para que "tenham a audácia de negociar a paz".

"Derrotar o flagelo da fome"

O pontífice fez ainda um apelo significativo para a derrota do "flagelo da fome, agravada pelos conflitos e os imensos desperdícios". Também recordou as pessoas afetadas pela epidemia de Ebola na África e "os que sofrem doenças, que também são propagadas por causa da incúria e da extrema pobreza".

"Faça-nos disponíveis para proteger os indefesos, especialmente as crianças, as mulheres e os idosos, às vezes submetidos à exploração e ao abandono", clamou.

Francisco, que respeitou pontualmente o texto que havia preparado e falou apenas em italiano, citou a situação dos imigrantes que buscam "uma vida com dignidade", um tema muito sensível ao papa, que é filho de italianos que emigraram para a Argentina no início do século XX.

"Consola a todos os que hoje não podem celebrar a Páscoa com seus entes queridos, por terem sido injustamente arrancados de seu afeto, como tantas pessoas, sacerdotes e laicos, sequestradas em diferentes partes do mundo", disse.

O pontífice, de 77 anos, cumpriu uma agenda intensa em sua segunda Semana Santa no Vaticano.

Neste domingo ele celebrou a missa solene em latim e grego, pela coincidência do dia da Páscoa para os dois ritos, do Oriente e Ocidente, católico e ortodoxo.

Francisco, que neste domingo voltou a cumprimentar a multidão, também saudou os cardeais que assistiram à missa da Ressurreição e percorreu a praça, que estava decorada com 35.000 flores doadas pela Holanda.

Após a Semana Santa, o pontífice se prepara para presidir em 27 de abril a cerimônia de canonização dos papas que marcaram o século XX: João Paulo II e João XXIII.

Um evento que muitos acreditam que pode ser histórico e ficar conhecido como o "dia dos quatro papas", já que a canonização simultânea dos dois pontífices pode contar com a presença do papa emérito Bento XVI, que renunciou ao trono de Pedro ano passado.

Francisco convidou Bento XVI para a cerimônia e, caso o alemão compareça, a Igreja viverá um momento excepcional em sua história.

(AFP)

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