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Acidente ferroviário na RDC deixa 74 mortos

Foto de 8 de novembro de 2006 mostra um trem de passageiros em Kinshasa, na República Democrática do Congo

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O trem de carga – que também levava vários passageiros clandestinos, muitos montados nos tetos dos vagões – descarrilou em um lugar de difícil acesso

A tragédia ferroviária ocorrida na última terça-feira no sudeste da República Democrática do Congo (RDC) deixou 74 mortos, de acordo com um novo boletim provisório divulgado neste domingo pelo ministro congolês da Saúde, Félix Kabange Mukwapa.

"Contabilizamos 74 mortos e 163 feridos neste domingo à noite", declarou Kabange, acrescentando que pelo menos 20 corpos e dois sobreviventes foram descobertos hoje, sob um dos vagões ainda virados na via férrea, cinco dias depois do acidente.

Durante o dia, os socorristas conseguiram retirar um dos dois vagões virados que ainda bloqueavam a via férrea. Seus esforços foram recompensados, ao encontrarem com vida um bebê de aproximadamente um ano, "abraçado à barriga da mãe, cujo corpo já estava em estado de decomposição, e um jovem, aparentemente, ainda em estado de choque", relatou Kabange.

O trem de carga – que também levava vários passageiros clandestinos, muitos montados nos tetos dos vagões – descarrilou em um lugar de difícil acesso, 65 quilômetros ao norte de Kamina.

O total de vítimas variou bastante ao longo da semana.

Uma autoridade provincial, que pediu para não ser identificada, disse que a tragédia pode ser ainda maior, devido ao considerável número de desaparecidos. Acredita-se que muitas pessoas tenham sido arrastadas pelas águas do rio Mwyi, paralelo à via.

Pelo menos 18 feridos em estado grave foram transportados para Lubumbashi. As vítimas em situação de menor risco estão em Kamina e seus arredores, onde a equipe médica da Missão da ONU na RDC (Monusco) ofereceu "muita ajuda", completou o funcionário consultado pela AFP.

Segundo a mesma fonte, o governo deve decretar "luto nacional", como fez recentemente após o naufrágio de uma embarcação no lago Alberto, na fronteira com Uganda. Na tragédia, as cerca de 210 pessoas mortas ou desaparecidas eram refugiados congoleses que seguiam para o leste do país.

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