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África do Sul comemora seus 20 anos de democracia

<p>Sul-africanos comemoram em Pretória o 20º aniversário de sua democracia</p>

AFP - publicado em 28/04/14

Mas a África do Sul continua sendo um dos países do mundo com maior desigualdade

A África do Sul comemorou neste domingo o 20º aniversário de suas primeiras eleições multirraciais, que colocaram fim ao regime do apartheid imposto pela minoria branca.

As felicitações do mundo inteiro, da rainha Elizabeth II da Inglaterra ao secretário americano de Estado, John Kerry, chegaram em memória daquele 27 de abril de 1994, data considerada o primeiro dia da atual democracia sul-africana.

Diante de uma multidão alegre reunida em frente à sede do governo, o presidente Jacob Zuma lembrou "o sangue, o suor e as lágrimas" derramados para ganhar "o precioso direito de voto" e convocou seus compatriotas a votar novamente nas legislativas de 7 de maio.

"Votemos para consolidar a democracia e todos os êxitos de nossa jovem nação", lançou Zuma, em campanha por um segundo mandato para a liderança do país, que possivelmente ganhará, dada a hegemonia de seu partido, o Conselho Nacional Africano (ANC, em inglês).

Zuma também prestou uma homenagem pouco frequente agradecendo não apenas ao ANC, mas a todos aqueles que lutaram contra o apartheid: dos jornalistas progressistas que desafiaram a censura até os países africanos vizinhos, os atletas ou os artistas.

Coroando negociações muito difíceis entre o ANC de Nelson Mandela e as autoridades do apartheid, aquelas eleições permitiram à África do Sul escapar do caos e da guerra civil que na época pareciam se aproximar, e abriram o caminho para a elaboração de uma Constituição que hoje se encontra entre as mais progressistas do mundo.

– Um dia único –

Duas imagens daquelas eleições de 1994 ficaram gravadas para sempre na memória de todos.

A primeira, a de um Mandela sorridente, com sua cédula de votação na mão. Quatro anos antes, este mesmo homem havia deixado para trás 27 anos de prisão e recuperado a liberdade.

A segunda, as longas e intermináveis filas de eleitores que, com paciência, esperavam diante dos centros de votação, símbolo de um povo que confraternizava nas urnas depois de anos de violência e racismo.

Pela primeira vez, a maioria negra, antes excluída, pôde votar.

"Hoje é um dia como nunca antes houve outro. A votação em nossas primeiras eleições livres e justas começou. Hoje é a alvorada de nossa liberdade", declarou naquele dia Mandela, pouco antes de se tornar aos 75 anos e com o apoio de parte da minoria branca o primeiro presidente negro da história da África do Sul.

"Juntos, de pé, lancemos com voz alta e clara esta mensagem: não deixaremos um punhado de assassinos roubar nossa democracia", declarou Mandela na ocasião, cercado por medidas de segurança sem precedentes pelo medo de possíveis atentados.

Enquanto isso, o arcebispo Desmond Tutu resumia o sentimento nacional: "incrível, é quando ficamos apaixonados, ou como caminhar sobre as nuvens".

O tempo deu, em parte, razão aos otimistas. Antigo Estado pária, a África do Sul se afirmou no cenário internacional, seu PIB dobrou em 20 anos, a pobreza retrocedeu e apareceu uma nova classe com dinheiro entre os negros.

Mas a situação ainda é muito distante da "vida melhor para todos" prometida por Mandela em 1994.

A falta de emprego, de professores de qualidade e de uma polícia confiável, assim como as carências do sistema de saúde pública no país refletem uma sociedade que passou da discriminação pela cor da pele para a seleção pelo dinheiro.

A África do Sul continua sendo um dos países do mundo com maior desigualdade. Há dez anos, as explosões de violência popular se multiplicam nos bairros pobres para denunciar a corrupção dos políticos e as privatizações.

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