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Estilo de vida

Dar ou receber? A riqueza do encontro com o outro

© Morpheos / Flickr / CC

Samuel Gutiérrez - publicado em 30/04/14

Na comunicação com o outro, também descubro a mim mesmo e posso ser mais autêntico

O Brasil está no outono, mas a Europa já desfruta da primavera, cujo melhor indicador é a natureza, que explode em gritos de festa e nos mostra a alegria da Criação. Depois de alguns meses de recolhimento e sossego, de interioridade e contemplação, chega a época da expansão, das cores, da beleza e da vida, que contagiam em abundância.

Em sua sabedoria, a natureza é uma grande mestra. Dita lições magistrais da cátedra da vida. Com a chegada da primavera, ela nos convida a sair de nós mesmos e a saltar, corajosos, ao encontro do outro.

Ainda mais que a natureza, o ser humano está chamado à relação com os outros. Na comunicação com o outro, também descubro a mim mesmo. Chego a ser realmente “eu”. Cada um de nós é um “eu e minhas circunstâncias”. Cada um de nós é um “eu e minhas relações”.

O ser humano foi feito para a relação interpessoal, para o encontro com o outro – com todos os riscos que isso supõe. Toda relação está sujeita ao fracasso e ao desencontro, mas isso não é motivo para deixar de tentar.

Uma imagem que expressa com eloquência este convite a sair de nós mesmos é a do duplo movimento do coração: sístole e diástole. Recebo para dar e dou para receber. Contraio-me para me expandir. Recolho-me para me relacionar. O segredo está no equilíbrio.

Mas quem e como determina este equilíbrio? Há filósofos personalistas que chegaram a afirmar que o ser humano só se equilibra no amor. Esta é, sem dúvida, a chave que harmoniza tudo. O amor é um “farol imperturbável que desafia as tempestades e nunca se agita”, diria o grande Shakespeare.

O amor, que antes recebemos, precisa se colocar em movimento e ser dado aos outros. Do contrário, acontece-lhe como com a água: quando para e se estanca, a água apodrece e perde todas as suas propriedades. O amor também funciona assim: somente quando ele cresce e se comunica é que se torna fonte de vida.

Somos rio que corre ou água estancada? Iremos ao encontro do outro ou nos fecharemos em nós mesmos? Apostaremos no amor próprio ou no amor aos outros?

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