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O casamento nem sempre foi assim…

© Corinne SIMON/CIRIC
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Como era o casamento cristão ao longo da História?

Chegamos ao mês de maio, conhecido também como mês das noivas. Mas, por que “das noivas”? Lembremo-nos que maio é consagrado à Virgem Maria. Ela é o modelo de mãe e esposa para toda mulher cristã. Sendo assim, não existe modo melhor de realizar um matrimônio feliz que consagrá-lo a Maria, casando-se no mês dedicado a ela.

Mas, além do “mês das noivas”, podemos nos perguntar: como era o casamento cristão ao longo da História? Esta é uma pergunta que, provavelmente, nunca fizemos a nós mesmos. Mas, muitos podem ficar espantados ao descobrir que é bem diferente do que acontece hoje em dia.

No período que compreende o ano 100 e 300 d.C., o matrimônio entre cristãos era realizado como o dos pagãos (gregos e romanos), logicamente que com algumas diferenças, como a ausência do sacrifício de um animal aos deuses, entre outras. Na celebração pagã o oferecimento da noiva ao noivo era feito pelo pai dela e, além disso, um entregava ao outro a mão direita – como é feito ainda hoje. Os gestos dos cristãos e dos pagãos durante o casamento eram parecidos, mas o significado, diferente.

Nos primeiros séculos o casamento era realizado em casa, sem a necessidade do sacerdote. A partir do ano 400 d.C. a Igreja exige que o sacramento do matrimônio seja realizado diante de um padre, que dava a bênção aos recém-casados. É nesta época que surge, em Roma, o véu da noiva.

Então, no primeiro período, o casamento era em casa, mas sem a presença de um ministro da Igreja; no segundo período, o casamento continuava sendo em casa, mas com a presença do padre ou do bispo. A partir do ano 1000 d.C. os casamentos deveriam ser celebrados antes da missa, na porta da igreja. Isto aconteceu porque tinha homem que forçava a mulher a se casar com ele, mesmo sem haver o rito do casamento. Como o rito era privado e, às vezes, as pessoas vinham de longe, quem iria provar se esse casamento aconteceu ou não? Para proteger o consentimento da mulher é que a Igreja resolveu tornar o casamento um ato público, perguntando a ela na frente de todos “você vai se casar… é de livre e espontânea vontade que o fazeis?”.

Ainda nesta época o padre, antes da noite de núpcias, abençoava o quarto e as alianças do casal, mas como ficava constrangedor demais a Igreja cancelou isso no Sínodo de Ruan, em 1012.

A Igreja não queria mais saber de casamentos clandestinos, por isso o Concílio Trento (1545) afirmou que o casamento tinha de acontecer diante do pároco e dentro da igreja. E, assim foi até que o Concílio Vaticano II (1962) incrementou o rito, salientando de maneira bem clara quais são os deveres dos esposos. Este é o rito do matrimônio que temos hoje.

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