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Irmã Cristina: síndrome de Down, consagrada e missionária na África

Cristina Acquistipace – pt

© Ateneo Pontificio Regina Apostolorum

Reportagem local - publicado em 08/05/14

"Minha vida não mudou, mas eu mudei. Meu coração e minha fé se transformaram. Meu interior mudou, mas o exterior continua igual"

A irmã Cristina Acquistapace entrou na vida consagrada em 2006, aos 33 anos, e, diferentemente das demais religiosas de sua comunidade, nasceu com a síndrome de Down.

Em entrevista de 2014 ao jornal Roma Sette, da arquidiocese romana, ela declarou:

“Sou uma simples mulher de 41 anos que acredita na vida. Tive a felicidade de que a minha família não reduziu a minha pessoa à minha doença, mas acreditou no dom maravilhoso de Deus. A vida é um dom e precisa ser vivida como um dom”.

De fato, a vida dela não foi fácil, mas isso não a impediu de dar graças a Deus pelo imenso presente de viver:

“Vivi junto com a minha família uma vida difícil, amarga, dolorosa, mas isso não nos impediu de vivê-la como um dom, aceitando as nossas limitações e explorando os talentos que nosso Senhor me deu. Precisamos seguir em frente, apesar do cansaço. Penso no cansaço do nosso Senhor Jesus Cristo e isso me dá coragem para continuar adiante no meu caminho, com os olhos firmes no objetivo que eu quero alcançar. Enfim, a vida é uma viagem para a qual todos nós somos convidados, um caminho para todos”.

A síndrome de Down não impediu a irmã Cristina de realizar um dos seus maiores sonhos: ser missionária na África.

Depois de entrar na Ordem das Virgens em 2006, ela foi fazer uma experiência no Quênia com sua tia religiosa, o que a ajudou a “amadurecer na fé e na vocação como consagrada“, conforme ela própria conta. Essa experiência em Deus lhe trouxe felicidade e realização:

“Sou uma mulher feliz, realizada e contente, com uma missão particular. Não quero dizer que não sofri, mas o sofrimento faz parte da vida“.

A consagração a renovou, prossegue ela:

“Minha vida não mudou, mas eu mudei. Meu coração e minha fé se transformaram. Meu interior mudou, mas o exterior continua igual. Mudei meu jeito de me relacionar com a vida e comecei a ver as coisas com olhos diferentes, com uma atitude diferente e com uma consciência diferente. Viver a vida apesar de tudo, superando as dificuldades de cada dia. Quero viver a minha vocação dentro da minha família, da minha paróquia e da sociedade”.

O lema de vida da irmã Cristina é inspirado em São João Paulo II, que dizia:

“Pegue a sua vida na mão e faça dela uma obra-prima”.

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Com informações de Gaudium Press e RomaSette.it

Tags:
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