Aleteia
Quarta-feira 28 Outubro |
São Sálvio
Atualidade

Rússia respeita resultado de referendos e quer diálogo na Ucrânia

<p>Integrantes de comissão eleitoral contam votos em centro de votação de Lugansk</p>

AFP - publicado em 12/05/14

"Em Moscou, respeitamos a expressão da vontade dos cidadãos das regiões de Donetsk e Lugansk", afirma um comunicado do Kremlin

A Rússia anunciou nesta segunda-feira que respeita o resultado dos polêmicos referendos nos quais regiões do leste pró-Moscou da Ucrânia se pronunciaram de maneira ampla a favor da independência, e defendeu um diálogo das autoridades ucranianas com os separatistas de Donetsk e Lugansk.

"Em Moscou, respeitamos a expressão da vontade dos cidadãos das regiões de Donetsk e Lugansk", afirma um comunicado do Kremlin.

"Partimos do princípio de que a aplicação do resultado dos referendos acontecerá de maneira civilizada, sem mais violência, por meio do diálogo entre os representantes de Kiev, Donetsk e Lugansk", completa a nota.

Na região de Donetsk, os primeiros resultados apontam para quase 90% de apoio ao "Sim" à independência. A consulta não foi reconhecida por Kiev nem pelos países ocidentais. Uma fonte ligada aos rebeldes anunciou uma taxa de 75% de participação.

O resultado do referendo de independência na região vizinha de Lugansk deve ser divulgado nesta segunda-feira, mas as primeiras estimativas apontam para um resultado similar.

Várias detonações foram registradas na manhã desta segunda-feira em Slaviansk, reduto rebelde em Donetsk.

A operação militar iniciada por Kiev em 2 de maio contra os separatistas teve prosseguimento na localidade de Andriivka, na entrada sul da cidade de 110.000 habitantes cercada pelas forças ucranianas, afirmou a porta-voz dos ativistas pró-Rússia em Slaviansk, Stella Jorosheva.

Os rebeldes pró-Moscou celebraram no domingo dois referendos sobre as declarações de independência das autoproclamadas "República Popular de Donetsk" e "República Popular de Lugansk".

As autoridades ucranianas e a comunidade internacional temem a reprodução de um cenário similar ao que levou, em março, à anexação da península da Crimeia à Rússia, após um referendo.

O presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, chamou nesta segunda-feira de "farsa" sem efeitos jurídicos os referendos.

"A farsa que os terroristas chamam de referendo é apenas um disfarce propagandístico dos assassinatos, sequestros, violência e outros crimes graves", declarou Turchynov no Parlamento.

As autoridades de Kiev "continuarão dialogando com aqueles que no leste da Ucrânia não têm as mãos manchadas de sangue e estão dispostos a defender seus objetivos de maneira legal", completou.

O único "efeito legal" do referendo é levar à justiça os que o convocaram, disse o presidente interino.

Conversações com separatistas

Para buscar uma saída da crise, a Organização para a Cooperação e a Segurança na Europa (OSCE) nomeou nesta segunda-feira o veterano diplomata alemão Wolfgang Ischinger como mediador da organização na Ucrânia.

O presidente da OSCE, Didier Bulkhalter, afirmou que o governo ucraniano aceitou a proposta de mediação, durante uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas.

Mas a Rússia descarta a ideia de novas negociações internacionais sobre a Ucrânia se o diálogo não contar com os representantes das regiões separatistas do leste do país, declarou o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

"Voltar a reunir-se a quatro partes não faz sentido", declarou Lavrov ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova rodada de negociações entre Rússia, Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos, como a celebrada em abril em Genebra.

Kiev pretende manter a eleição presidencial antecipada de 25 de maio e acusa Moscou de tentar impedir a votação.

Os rebeldes, que não aceitam as eleições, chamam de "fascista" o governo provisório, que assumiu o poder após a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovytch no fim de fevereiro.

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Tags:
Mundo
Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
TRIGEMELAS
Esteban Pittaro
A imagem de Nossa Senhora que acompanhou uma ...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Aleteia Brasil
Quer dormir tranquilo? Reze esta oração da no...
Aleteia Brasil
O milagre que levou a casa da Virgem Maria de...
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Pe. Zezinho
Francisco Vêneto
Duas emissoras brasileiras deturpam fatos em ...
Reportagem local
Corpo incorrupto de Santa Bernadette: o que o...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia