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“Experimente 15 dias de clausura”: a interessante iniciativa de um convento carmelita

Aleteia Vaticano - publicado em 18/05/14





Rezar para que a fé ganhe espaço na sociedade sempre foi um dos objetivos da clausura.

Mas as carmelitas do Campo Grande dão um passo além. Elas decidiram não só orar, mas dar testemunho, acolher os que procuram e ajudá-los a encontrar esse sentido. É um ato de ir ao encontro do mundo, mas sem renunciar ao isolamento do mundo, que faz parte da sua opção.

Para isso, toda quinta-feira à noite, às 21h30, elas abrem as portas para quem quiser acompanhá-las na adoração. É uma boa ocasião, aliás, para ouvi-las cantar, porque essas freiras já gravaram dois discos e têm mais dois em preparação, um deles de temática teresiana.

Essa fórmula nova, esse carisma novo, contou primeiro com o respaldo do arcebispado de Valladolid, que, depois, recebeu a confirmação de Roma. Em breve, a experiência poderá levar à constituição de uma nova fundação religiosa.

A data crucial nessa história foi o dia 3 de julho de 2012. Foi quando a Santa Sé concedeu a permissão especial que ampara a mais radical das inovações do convento: abrir as portas para moças com interesse vocacional, mas que ainda estão em dúvida sobre dedicar-se ou não à vida religiosa.

Durante quinze dias, no máximo, elas poderão conviver com as religiosas para conhecer em primeira mão o seu tipo de vida e a sua espiritualidade. Nenhuma outra ordem de clausura tem permissão para nada semelhante a isso. Mas os resultados falam por si.

“Nós sentimos que é isto o que Deus nos pede e que isto é bom para o povo de Deus”, reforça Olga Maria del Redentor. “Dizem que há descristianização, mas o que é que nós estamos fazendo para compensar? Por que não podemos oferecer a nossa parte de um jeito compreensível, convictas, como estamos, de que isto é o melhor?”.

A experiência delas permite constatar que as pessoas chegam ao convento com uma pobreza espiritual “impressionante”. “Muitas estão perdidas e não sabem como rezar. Você tem que guiá-las pela mão”, explica a priora.

E ela não estranha. “O homem de hoje está cada vez mais desumanizado e mais frio. As relações entre as pessoas tendem a ser mais superficiais e temos menos vínculos afetivos. Se isso acontece nas relações com os outros homens, imagine com Deus! Nós mostramos isso, as pessoas descobrem, gostam e se envolvem. E não conseguem mais prescindir d’Ele”.

E por que manter a clausura? Não seria mais fácil ir ao encontro do mundo estando no mundo? “Não podemos dar o que não temos. Precisamos salvar este espaço de clausura, porque, se não estivermos repletas [de Deus], não podemos dar nada a ninguém”, responde a superiora, completando: “O menos importante são as limitações materiais e formais. O que a clausura faz é criar um espaço de liberdade para vivermos serenamente, sem interferências de tudo o que contamina lá fora”.

Lutar contra as convenções do mundo não é um caminho fácil. Pode ser que alguma mudança esteja sendo gestada dentro desses muros, mas, fora deles, todo continua igual.

A opção pela clausura é vista com incompreensão, quando não com espanto ou com rejeição. É considerada por alguns, até, como uma forma de submissão da mulher. A consequência disso é que a notícia das novas vocações não costuma despertar alvoroço nas famílias, nem nos amigos, nem nos entornos mais próximos. Bem pelo contrário…

"A minha família, teoricamente, acredita, mas…".

É o caso da madrilena Esther da Eucaristia, de 31 anos, que há dez meses é postulante.

“A minha família, teoricamente, acredita em Deus, mas não entendeu nada. Eles tinham quase assimilado a ideia de que eu podia ser freira, mas a clausura eles acharam uma loucura. Me disseram que eu ia perder a liberdade, que era como entrar num presídio. Está sendo muito difícil. Eles estão bravos comigo, como se eu tivesse traído todos eles. Eles se sentem como se tivessem me perdido e me tratam como se eu tivesse morrido”.
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