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Um “brasileiro infiltrado no Vaticano”, a serviço da Igreja e da verdade

© Sabrina Fusco / ALETEIA
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Assim o Papa Bergoglio definiu brincando o cardeal João Braz de Aviz

O vento que da América do Sul chegou a Roma não começou a soprar com a eleição do Papa Francisco. Foi talvez o início de uma fase de renovação que já há tempos se ouvia. Podia-se ler em diversas pregações do pontificado de Bento XVI e já era promovido há algum tempo por algumas figuras ativas no Vaticano. Uma destas era João Braz de Aviz, cardeal brasileiro prefeito da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, nomeado pelo Papa Ratzinger e confirmado em tal cargo também pelo papa atual.

Como Bergoglio, sua história é carregada de rostos e de cheiros de periferias, desta vez aqueles do Brasil, mais pobre e que leva os rostos e cheiros até os palácios que são o coração da Santa Sé. Ler a biografia “Das periferias do mundo ao Vaticano: a história para a Igreja de amanhã”, escrita em colaboração com Michele Zanzucchi, diretora da revista Città Nuova, quer dizer compreender mais os passos que estão formando a Igreja de hoje. Aleteia entrevistou a autora Michele Zanzucchi.

Quando Francisco define rindo “um brasileiro infiltrado no Vaticano”, falando do cardeal Aviz em um encontro público durante a JMJ do Rio, o que ele quis dizer?

Antes de tudo que permanece ancorado no seu Brasil. Ele vem do Sul, de Curitiba, ou seja, de uma região de grande migração, e tem no sangue quase três quartos de sangue alemão. É um homem que permaneceu enraizado no Brasil, ainda mais, está enraizado no Evangelho. No fundo é um bispo que sempre esteve disponível cada vez que lhe pediam alguma coisa. Em poucos anos mudou quatro vezes de dioceses. Os bispos brasileiros, seus colegas, diziam a ele: “mas você aceita sempre?”. E ele respondia: “Se a Igreja chama eu vou”. Eis aí a extrema disponibilidade, e também agora permanece assim. Com um amor extraordinário pela verdade e a franqueza: não é um que pertence aos salões, que realiza grandes cerimônias. Tudo o que faz é ligado à comunidade, ` Igreja como povo de Deus e, diria, ao rebanho que deixa o próprio cheiro nas vestes dos pastores. 

Qual ideia de cardeal nos propõe Aviz?

Um cardeal, se assim posso dizer, que não se leva muito a sério. Ele mesmo diz de si: “eu não tenho as qualidades para ser cardeal, mas a Igreja me chama”. Se volta um pouco àquela ideia de “vocação objetiva”, onde é a Igreja quem chama. Mas, no entanto, existem qualidades muito belas no João Braz de Aviz, se pensarmos sobretudo naquelas que o Papa Bergoglio ressaltou quando o indicou ao cardeal Bertone como possível nome. É um homem do povo, que está em meio ao povo, nascido da comunidade, que vive da comunidade, que vive como um pastor em meio ao rebanho. Também como cardeal é assim, e tem uma ligação particular com o papa. Mostra também, no colaborar com ele, uma fraqueza, uma simplicidade de relação, no modo de relacionar-se, de enfrentar os problemas sem medo da verdade. Este é um ponto muito característico: máxima caridade, mas máximo respeito pela verdade. No livro, por exemplo, conta como por tantos anos a história do fundador dos Legionários de Cristo permaneceu engavetada. Com ele, sinceramente não acontecerá mais isto. Estão aparecendo histórias, também dolorosas, por este seu desejo de não esconder e de se colocar ao serviço da verdade. Certo de salvar o salvável, mas também de dizer as coisas assim como são. Existem páginas muito lindas, nas quais se fala dos filhos das Congregações que se encontram traídos pelo fundador: ele busca estar próximo a eles, avaliar todas as possibilidades para salvar e valorizar o serviço que esses prestam à Igreja.

Este amor pela verdade motivou também seu relacionamento próximo com Bento XVI?

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