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O novo filme “Godzilla” não vai decepcionar os fãs

Courtesy of Warner Bros
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Talvez você já tenha uma opinião sobre o personagem Godzilla. De qualquer forma, este filme não vai mudar a opinião de ninguém

Vamos admitir: alguns filmes são simplesmente à prova de críticas.
 
É o caso dos filmes do Godzilla, por exemplo. “The Big G” leva sessenta anos acumulando aparições cinematográficas, tempo suficiente para garantir o título de franquia mais longa da história do cinema (Sherlock Holmes detém o recorde em número de aparições, mas não em uma franquia contínua e única). Além disso, considere todos os desenhos animados, histórias em quadrinhos, spin-offs, comerciais de televisão e referências na cultura pop: Godzilla está em todos os lugares. Provavelmente, a única razão de não terem ilustrado a palavra “onipresente” nos dicionários com a foto dele é porque a foto não caberia na página.
 
A maioria das pessoas já tem alguma opinião sobre Godzilla. Se não for o seu caso e você ainda não for um fã do Rei dos Monstros, é altamente improvável que as minhas palavras sobre o novo filme de Godzilla façam você querer vê-lo. Por outro lado, se você já tem um fraco pelo grandalhão, há poucas chances de que algum comentário meu impeça você de assistir ao novo filme. Eu entendo: sou firmemente pró-Godzilla e nada me impediria de ver esta nova produção.
 
Levando tudo isso em conta, em vez de apresentar argumentos fúteis a favor ou contra Godzilla, eu acho que seria interessante apenas responder a algumas das perguntas que atravessam a mente das pessoas nos dias que antecedem o lançamento do filme.
 
Para começar: este é um filme de verdade sobre o Godzilla ou é algo parecido com aquela bobagem estrelada por Matthew Broderick em 1998? Fiquem tranquilos, G-fãs, desta vez é de verdade. Os cineastas tiveram o cuidado de respeitar os traços originais e este Godzilla é o próprio Godzilla. Um pouco mais corpulento… Afinal, ele está com 60 anos.
 
E quanto ao tom? É o Godzilla sério da década de 1950, o Godzilla pateta da década de 1970 ou Godzilla ativo dos anos 1990? Feliz e sabiamente, este filme evita o clima daqueles. Depois dos intrigantes créditos de abertura e de um prólogo que indica que os governos do mundo sabem coisas que não querem que o cidadão médio descubra, o filme propriamente dito começa no Japão, onde encontramos Joe Brody (Bryan Cranston) e sua esposa Sandra (Juliette Binoche) se preparando para mais um dia de trabalho na gerência de uma usina de energia nuclear. Depois que alguma coisa enorme se aproxima da usina, saindo do chão, Sandra fica presa sem que Joe possa fazer nada além de vê-la morrer, do lado de fora das portas de segurança. Com esse tipo de início, você pode afirmar, sem muitas dúvidas, que este filme pretende ser uma aventura razoavelmente sóbria. O novo Godzilla também não tem os traços sombrios do original de 1954. Há espaço para o humor, especialmente nas cenas que envolvem a cobertura da mídia sobre a aparição dos monstros gigantes.
 
Você disse “monstros”? Pois é. Depois da abertura, o filme salta 15 anos no tempo e chega aos dias de hoje, com Joe ainda tentando se esgueirar para dentro da área de quarentena em torno da usina, a fim de descobrir o que realmente aconteceu no dia em que sua esposa morreu. Relutantemente acompanhado pelo filho agora crescido, Ford (Aaron Taylor-Johnson), Joe encontra finalmente um meio de entrar nas instalações, descobrindo que elas não estão abandonadas como o público tinha sido levado a acreditar. Uma coalizão internacional de cientistas e soldados se estabeleceu no local para vigiar e estudar a criatura gigante que destruiu a usina anos atrás e que agora se encontra dormente. Enquanto Joe tenta explicar ao cientista responsável, Dr. Serizawa (Ken Watanabe), que ele tem motivos para acreditar que a criatura apelidada de Muto esteve enviando sinais misteriosos para outro membro da sua espécie, o monstro desperta e escapa, espalhando resíduos pela área.
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