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Eu era ateu, não tinha esperança na vida e arrisquei: resolvi rezar

Tom Wachtel

Devin Rose - Aleteia Vaticano - publicado em 22/05/14

Havia poucas coisas que Devin Rose desejava menos do que ser católico. Mas ele não conseguiu refutar os argumentos da Igreja

No meio da escuridão dos ataques de pânico, da depressão e da ansiedade, Deus me trouxe a cura e a fé através da Igreja católica.

Os cristãos de longa data têm dificuldades para imaginar como deve ser a cabeça de um ateu. E os ateus de longa data ficam igualmente perplexos pensando no quanto alguém tem que ser ingênuo para acreditar em Jesus.

Eu vivi os dois lados e contei a minha história em “The Journey Home” [A Jornada para Casa].


Uma prece desesperada

Eu tinha sido ateu durante a minha vida toda, mas guardava um segredo terrível: todos os dias, um medo paralisante e uma ansiedade insofrível me atormentavam. Eu tinha medo de ser humilhado na frente dos outros. E esse mesmo medo se manifestava de formas humilhantes, criando uma profecia autorrealizável que eu não conseguia impedir de acontecer.

Tive que enfrentar o mais tenebroso dos desesperos: a ausência da esperança. Passei a entender por que havia pessoas que se suicidavam. Quando você não tem esperança e vive em constante sofrimento, você quer é que a sua vida acabe de uma vez. Eu queria. Mas ainda não estava pronto para desistir.

Um dia resolvi pegar a bíblia e comecei a ler. Eu só fiz uma oração: "Deus! Eu não acredito em você! Mas preciso de ajuda. Se você é de verdade, por favor: me ajude!".

Pedir "por favor" não dói. E eu pedi. Deus podia dar importância às boas maneiras… Se Ele existisse, talvez eu passasse a viver. Se não, teria sido o meu fim.


Um broto que nasce

Comecei a ler a bíblia, mas, verdade seja dita, aquilo não fazia muito sentido. Se eu fosse Deus, teria colocado algumas explicações adicionais e, talvez, um esboço mais detalhado, para que as pessoas interessadas pudessem ter uma visão geral mais clara…

Mesmo assim, alguma coisa estava acontecendo dentro de mim. Pouco a pouco, eu fui sentindo a fagulha de um início da fé. Eu não tinha fé nenhuma, mas comecei a pensar que talvez Deus pudesse existir. A minha ansiedade diminuiu um pouco: eu nem teria percebido, se não fosse pelo fato de, ao longo dos quatro anos anteriores, ela ter aumentado de modo constante. Ela nunca tinha diminuído até então, nem sequer durante curtos períodos. Aquela mudança me incentivou a continuar lendo e orando, sem me importar com o quanto a bíblia me parecia ininteligível.

Eu procurava proteger a pequena muda de fé que estava tentando brotar, porque eu precisava dela! Todas as minhas dúvidas ateístas queriam pisoteá-la. Mas o ateísmo já tinha tido a oportunidade dele. Agora era hora de tentar algo que me trouxesse esperança e verdade.


Abrem-se as comportas

Eu não sei como (só posso repetir o clichê que afirma que “foi Deus”), mas, depois de meses de leitura da bíblia e de oração, a fé explodiu no meu coração e Deus entrou feito um furacão! Eu superei o ateísmo e voltei a minha fé para Cristo, arrependido dos meus pecados. Este é um mistério perpétuo: esse jeito de Deus de mexer com uma pessoa, especialmente uma pessoa que não acreditava nele.

Entrei para a Igreja batista. Passava quatro horas na igreja todo domingo, participava dos estudos bíblicos, servia aos pobres.

Senti o chamamento a ser batizado e, certa manhã, subi ao altar dos chamados. Todos aplaudiram. Eu estava muito nervoso. Foi no segundo andar do auditório, com uma placa de vidro transparente na lateral do tanque de água. Toda a congregação de mil pessoas poderia me ver na hora que eu submergisse. O pastor me disse baixinho quando eu estava prestes a ser batizado: "Só temos uma regra: dobre os joelhos quando eu submergir você e assim eu consigo levantá-lo de volta. Não dobre os joelhos e você não sobe mais de volta".

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Tags:
AteismoConversão
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