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Papa manifesta 'profunda dor' por ataque a museu judaico na Bélgica

© AP Photo / Mohamad Torokman

<span>Pope Francis alights from a helicopter upon his arrival at the West Bank town of Bethlehem on Sunday, May 25, 2014. Pope Francis landed Sunday in the West Bank town of Bethlehem in a symbolic nod to Palestinian aspirations for their own state as he began a busy second day of his Mideast pilgrimage. (AP Photo/Mohamad Torokman, Pool)</span>

Agências de Notícias - publicado em 25/05/14

Em seu discurso de chegada, o pontífice argentino condenou também "o antissemitismo", "a discriminação" e "a intolerância"

O papa Francisco expressou neste domingo ao chegar a Israel sua "profunda dor" pelo atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas que causou a morte de quatro pessoas, entre elas dois israelenses.

Em seu discurso de chegada, o pontífice argentino condenou também "o antissemitismo", "a discriminação" e "a intolerância".

"Estou profundamente entristecido. Meus pensamentos estão com aqueles que perderam a vida no ataque em Bruxelas. Que suas almas fiquem com Deus", declarou o chefe da Igreja Católica, em um discurso improvisado em sua chegada a Israel, diante do presidente Shimon Peres e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O atentado, em que dois turistas israelenses, uma francesa e um belga morreram, causou comoção na Europa e em Israel.

Pouco antes de seu discurso no aeroporto de Tel Aviv, Francisco havia defendido "uma educação em que não haja lugar para o antissemitismo nem para qualquer expressão de hostilidade, de discriminação ou de intolerância com pessoas e povos".

Durante o conselho de ministros da manhã deste domingo, Netanyahu havia elogiado a "posição firme" do Papa em relação ao antissemitismo.

"Nós apreciamos a posição firme do Papa contra o antissemitismo, tendo em vista, principalmente, o ódio crescente contra os judeus de que todos nós somos testemunhas", declarou.

Em seu discurso, o papa Francisco repetiu diante dos dirigentes israelenses que "a solução de dois Estados", que ele defendeu em Belém, deve "se tornar realidade e não continuar sendo um sonho".

"Eu renovo o apelo que Bento XVI havia feito neste lugar: que seja universalmente reconhecido que o Estado de Israel tem o direito de existir e desfrutar de paz e segurança nas fronteiras internacionalmente estipuladas. Que seja igualmente reconhecido que o povo palestino tem o direito a uma pátria soberana, a viver com dignidade e a se deslocar livremente. Que a solução de dois Estados se torne realidade e não continue sendo um sonho".

Algumas horas antes, Francisco havia parado para rezar diante da barreira que separa os Territórios Palestinos de Israel e convidado Abbas e Peres para irem a sua "casa", no Vaticano, para rezarem pela paz.

"Junto com todos os homens de boa vontade, eu peço a todos os que têm esta responsabilidade que não deixem passar qualquer oportunidade de conseguir soluções justas para problemas complexos (…). Não se pode deixar o caminho do diálogo, da reconciliação e da paz. Não há outro", insistiu.

O Oriente Médio – "onde aconteceram os principais eventos ligados ao nascimento e ao desenvolvimento das três grandes religiões monoteístas, o Judaismo, o Cristianismo e o Islã (….) – é o ponto de referência espiritual para boa parte da Humanidade", lembrou.

"Desejo que esta terra abençoada seja um lugar em que não haja lugar para aquele que, instrumentalizando e exacerbando o valor de seu próprio pertencimento religioso, torne-se intolerante e violento com o outro", disse.

O Papa também considerou que sua visita na segunda-feira ao memorial de Yad Vashem, erguido para lembrar os seis milhões de judeus vítimas da Shoah, será "um momento particularmente comovente" de sua viagem.

"Esta tragédia se tornou um símbolo de até que ponto pode chegar a maldade do homem quando, apoiado em falsas ideologias, ele esquece a dignidade fundamental de toda pessoa, que merece respeito absoluto, seja qual for o povo ao qual pertença e a religião que professe", disse.

"Peço a Deus para que jamais ocorra um crime como esse, do qual também foram vítimas os cristãos e outros", insistiu Francisco.

(Com AFP)

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