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O poder do Batismo: um bebê agonizante volta à vida

Jeffrey Bruno

Portaluz - publicado em 26/05/14

O fato milagroso aconteceu no Chile

Era 1957 e um surto de gripe estava acabando com a vida de centenas de pessoas no Chile. Em Valdivia, a família Eschemann Melero tomou as precauções necessárias para evitar que suas duas filhas pequenas corressem riscos. Mas Maria Soledad, que tinha apenas 45 dias de vida, começou a preocupar sua mãe quando deixou de mamar.

Depois de 57 anos, é a própria Maria quem narra, no jornal Portaluz, o que sua família lhe contou sobre aqueles dias nos quais a doença, a morte e a graça sacramental confluiriam para um fato extraordinário que marcaria para sempre, nela e em sua família, a certeza de que Deus existe e nos ama.

O diagnóstico e a condenação

Logo depois de parar de mamar, surgiram também os vômitos, a diarreia e os choros, que evidenciaram algum problema de saúde na recém-nascida. A mãe não hesitou e a levou ao Hospital Regional Base de Valdivia.

Os meios do local eram precários, bem como a efetividade dos tratamentos farmacológicos, para solucionar os problemas que a gripe estava causando em Maria. “Internaram-me duas vezes e, na última, o médico disse à minha mãe: ‘Leve sua filha embora, porque já não podemos fazer nada por ela’”, contou Maria, como sua mãe lhe narrara anos mais tarde.

Alicia, a mãe de Maria, saiu do hospital com sua filha no colo. Agasalhada pelo abraço da sua mãe, a bebê havia acalmado seu choro, mas estava pálida e adormecida. À medida que transcorria a manhã, Maria foi perdendo vitalidade e consciência.

“Por volta das 13h, minha mãe disse que correu comigo a uma farmácia próxima, na esperança de que lá pudessem ajudá-la. Eu não reagia, estava moribunda e infelizmente tampouco lá puderam fazer algo para me ajudar.”

A esperança acaba

Com o peso do diagnóstico médico e vendo que sua filha mal respirava, Alicia, chorando, correu até a casa dos seus pais. “No caminho, ela passou no negócio da família e alertou seus irmãos (meus tios) que eu estava grave, e foi embora comigo nos braços. Logo depois, chegaram minha avó e minha irmã.”

A casa se encheu com vizinhos alertados pelos lamentos das mulheres que viam que a pequena já não reagia. “Então, minha mãe desmaiou. Caiu no chão e, enquanto isso, os vizinhos já tinham começado a preparar uma mesa para o meu velório e a roupa para colocar em mim, pois me davam como morta. Dois vizinhos levantaram a minha mãe e a levaram ao quarto, onde havia uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Minha mãe contou que suplicava à Virgem que intercedesse a Deus por mim, porque ela não queria que eu partisse.”

Ao encontro de Deus

A casa estava uma bagunça. Alicia, com uma crise nervosa, gritava descontrolada e os vizinhos optaram por levá-la ao hospital. A pequena Maria jazia, inerte, sobre a mesa da sala, quando chegou Sara, irmã de Alicia, que tinha acabado de ficar sabendo do ocorrido com sua sobrinha e tinha uma só certeza desde o primeiro instante em que lhe haviam informado…

“Eram quase 14h do dia 25 de janeiro de 1957 quando minha tia me pegou da mesa, correu à paróquia de Nossa Senhora do Carmo e bateu na porta. O padre americano Enrique Angerhaus abriu do outro lado e ouviu a imperativa demanda: ‘Padre, por favor! O senhor precisa batizar minha sobrinha agora, porque ela não está mais respirando, está agonizando!’.”

“Meu corpo estava gelado, eu já não tinha sinais vitais. Então, o padre preparou as coisas, pegou os santos óleos. As pessoas que estavam na minha casa correram atrás da minha tia e havia muita gente na igreja.”

A vida que flui no sacramento

Como se fosse ontem, Maria explicou detalhadamente que, naquele instante, não haviam nem pensado em padrinhos, então “minha tia pediu a um vizinho e a outra senhora ali que fossem meus padrinhos”.

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Tags:
BatismoDeus
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