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Exorcismo, arma contra o mal

Família Cristã

Ilustração: exorcismo

Família Cristã - publicado em 30/05/14

É nesta altura de maior desespero que Aldina se vira para a oração. «Foi uma luta entre o Bem e o Mal. Na altura não sabia rezar, e agarrei-me muito a uma senhora amiga da família que rezava muito e foi rezando comigo. Tive noção que precisava de um exorcista, e aí a dificuldade foi encontrar um», indica a jovem portuense. Até que encontrou o Pe. Sousa Lara. «Na primeira vez que cheguei cá reagi de imediato», recorda. «Andei para aí 6 meses em encontros com o Pe. Duarte, e depois melhorei. Eu só queria que a minha vida mudasse, porque eu amava tanto a vida, e vivia tão intensamente tudo…», desabafa. E este propósito de mudança de vida ajudou-a. «Eu agarrei-me ao que o Pe. Duarte pedia, fui obediente, fui à missa todos os dias, confessei-me regularmente, fui a retiros, agarrei-me à vida dos santos, e fui melhorando por causa disto. Eu só pensava "porque é que não soube disto mais cedo", e foi aos 33 anos que descobri verdadeiramente Jesus», sustenta.

Quando chegam à sua sala de atendimento, o Pe. Sousa Lara começa sempre por perguntar se já consultaram profissionais de saúde ou psicólogos, para eliminar a maioria dos casos, e as pessoas costumam apresentar um dossiê de exames que não revelaram nenhuma doença. Depois, vêm as questões habituais. «Pergunto se vai à Eucaristia regularmente, se se confessa, se reza, se se arrepende do mal que faz. E, às vezes, logo nessa altura começam as primeiras manifestações diabólicas em quem precisa de um exorcismo», refere.

A convite do sacerdote, estivemos presentes em dois exorcismos. «Falar sobre isto é fácil, mas não há como ver, até para desmistificar alguns conceitos que os filmes introduzem nos imaginários. Não há círculos de fogo, ou regurgitações de vómitos verdes, ou coisas do género», brinca o Pe. Sousa Lara. Para este sacerdote, a existência do Diabo é real, como explica o Catecismo da Igreja Católica.

Enquanto conversamos, entramos na sala onde costuma fazer os exorcismos. Não há cheiro a enxofre nem descemos a nenhuma cave ou subterrâneo com tochas nas paredes. É uma pequena sala retangular com uma marquesa, cinco cadeiras, um sofá no centro da sala e uma mesa por trás. «Aqui tenho tudo o que preciso: alguns formulários com as orações de libertação, para que todos os presentes possam rezar comigo, água benta, óleo dos catecúmenos, um crucifixo e a imagem de Nossa Senhora. No sofá senta-se quem vai ser exorcizado, ou na marquesa, se for um caso mais complicado, como será um dos casos de hoje», diz o sacerdote. Presentes na sala durante o exorcismo costumam estar familiares do exorcizado e algumas pessoas a quem o Pe. Sousa Lara pede ajuda. «Nunca somos demais para rezar, e a força da oração é muito grande», diz, explicando em seguida que quase todo o rito é em português, e não latim como fazia o Pe. Gabriele Amorth, para ajudar os presentes a perceber que não se trata de magia.

O rito

São 9h00 e chega a Maria (nome fictício). É a primeira vez que vem para um exorcismo. O Pe. Sousa Lara recebe-a à porta e encaminha-a para o sofá. Assim que coloca um braço sobre o seu ombro e começa a fazer-lhe perguntas, o corpo da Maria começa a contorcer-se. É colocada no sofá e é dado início ao rito com a recitação de uma oração de libertação. Com ela vieram o marido e o filho. Enquanto rezamos, a Maria contorce-se e fala, fala muito. Fala da filha, fala de um ente já falecido, bate com os pés no chão, contorce o corpo, reage à oração e insulta o celebrante de forma agressiva. O Pe. Sousa Lara coloca-lhe óleo dos catecúmenos nos ouvidos, nos olhos e na boca, e quando terminamos a oração de libertação, continua só ele rezando o Exorcismo Maior. «Eu te esconjuro, Satanás», é uma das frases mais repetidas, e com cada frase a reação do corpo é maior.

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Tags:
DemônioExorcismo
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