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Kiev anuncia avanço ante separatistas no leste da Ucrânia

<p>Combatentes pró-Rússia de Vostok, leste da Ucrânia, na sede do governo regional de Donetsk</p>

AFP - publicado em 30/05/14

Mais de 200 pessoas - soldados ucranianos, separatistas e civis - foram mortos na operação "antiterrorista" lançada pelas autoridades ucranianas em 13 de abril

Autoridades ucranianas afirmaram nesta sexta-feira que ganharam terreno contra a insurgência separatista no leste, onde os combates são cada vez mais violentos e quatro novos observadores internacionais desapareceram.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) informou que perdeu contato com uma equipe de quatro estrangeiros e um tradutor ucraniano, detidos quinta-feira à noite por homens armados em Severodonetsk, na região de Lugansk.

Outra equipe de quatro observadores – um dinamarquês, um estoniano, um turco e um suíço – está desaparecida desde segunda-feira em Donetsk.

Alguns líderes separatistas indicaram inicialmente que estes foram detidos para uma verificação sobre espionaem, antes do "primeiro-ministro" da autoproclamada República de Donetsk, Alexander Borodai, declarar na quinta-feira à noite que não tinha informações sobre o assunto.

Os desaparecimentos de observadores, enviados para trabalhar por uma pacificação na região, refletem a situação próxima à anarquia nesta região da Ucrânia, com sequestros, saques, bloqueios de estradas e edifícios públicos ocupados por homens armados.

Depois de um dia negro para as forças da Ucrânia com a perda de um helicóptero da Guarda Nacional (12 mortos), o ministro da Defesa, Mikhailo Koval, defendeu a ofensiva iniciada há quase dois meses, que Moscou descreve como "operação punitiva".

"Nossas Forças Armadas limparam completamente o sul e uma parte do oeste da região de Donetsk e o norte da região de Lugansk", afirmou o ministro durante uma coletiva de imprensa.

"Nós não permitiremos a propagação desta gangrena para regiões vizinhas", ressaltou. "Vamos continuar nossa operação antiterrorista (.. ) até que a vida normal seja retomada na região e a paz volte para o povo".

Combatentes chechenos

Mais de 200 pessoas – soldados ucranianos, separatistas e civis – foram mortos na operação "antiterrorista" lançada pelas autoridades ucranianas em 13 de abril, e que se intensificou nos últimos dias para reprimir a insurreição armada pró-Rússia orquestrada, segundo Kiev, por Moscou.

A Ucrânia pretende evitar a repetição do que aconteceu na Crimeia, que foi anexada à Rússia em março, em apenas algumas semanas.

Mas as autoridades enfrentam conflitos cada vez mais violentos, ao mesmo tempo que observam a aproximação de uma disputa sobre o gás, que a Rússia promete interromper o fornecimento na terça-feira, por falta de pagamento de uma dívida de cinco bilhões de dólares.

O helicóptero Mi-8 derrubado na quinta-feira, transportava homens para o rodízio de tropas, incluindo um general da Guarda Nacional, um corpo de voluntários. Ele foi atingido por um míssil terra-ar perto do reduto pró-russo de Slaviansk.

"Estes atos criminosos dos inimigos do povo ucraniano não ficarão impunes", reagiu Petro Poroshenko, eleito presidente no domingo passado.

A Casa Branca expressou preocupação após o ataque, que prova que os rebeldes pró-Rússia tiveram acesso a "armas sofisticadas".

Por sua vez, o secretário de Estado americano John Kerry expressou preocupação com o envolvimento de combatentes da Chechênia, república de maioria muçulmana do Cáucaso russo, "treinados na Rússia", que viajam para o leste da Ucrânia "para piorar as coisas, para entrar em combate".

O "primeiro-ministro" separatista Alexandre Borodai reconheceu esta semana a presença de chechenos para "proteger o povo russo".

O presidente checheno Ramzan Kadyrov negou ter enviado militares, sem excluir, no entanto, que alguns chechenos possam ter viajado por conta própria.

Negociações sobre o gás

O presidente recém-eleito, o bilionário pró-Ocidente Petro Poroshenko afirmou que deseja conversar com Vladimir Putin.

Os dois líderes estarão na França em 6 de junho, nas comemorações do Desembarque na Normandia, assim como o presidente americano Barack Obama.

Nesta sexta-feira, Kiev e Moscou deverão iniciar em Berlim negociações de emergência na presença do comissário europeu da Energia, Gunther Oettinger, para discutir a questão do gás.

Moscou exige que a Ucrânia pague suas dívidas (3,5 bilhões dólares) e também pague antecipadamente pelo fornecimento de gás em junho, enquanto Kiev exige preços mais baixos pelo gás, atualmente os mais altos da Europa.

Sem uma solução para este impasse, a companhia de gás russa Gazprom poderá suspender seu fornecimento na terça-feira.

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