Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Segunda-feira 25 Outubro |
Santo Antônio de Sant’Anna Galvão 
Aleteia logo
home iconAtualidade
line break icon

O pacifismo radical também mata

@DR

Jason Jones e John Zmirak - publicado em 01/06/14

E uma guerra justa é um ato de amor

Fazemos hoje uma pausa na semana de trabalho por uma razão solene e terrível: para honrar o sacrifício dos homens e mulheres que morreram nas guerras do nosso país e rezar pelas suas almas, que são eternas.

Morrer em batalha, seja no caos e terror de uma trincheira da Primeira Guerra Mundial, seja à beira de uma estrada erma e desolada do Afeganistão, não é a escolha que faríamos para deixar este mundo. Cada um de nós espera partir em paz, num leito sereno, cercado pelos entes queridos, logo depois de confessar os seus pecados a um sacerdote de confiança. Mas centenas de milhares dos nossos concidadãos não tiveram esse privilégio e, desde 1776 até os nossos dias, derramam o seu sangue morrendo sozinhos em solo estrangeiro –por nós. Para podermos hoje comer churrasco em nossos quintais pacíficos e livres. Concedei-lhes, Senhor, o eterno descanso, e a luz perpétua brilhe sobre eles.

Já escrevemos sobre os erros do militarismo, a insensível, mas profundamente tentadora resposta à vida em um mundo perigoso. Poucas guerras que os cristãos lutaram nos últimos dois mil anos podem realmente ser qualificadas como "justas" ou foram travadas por reta preocupação com a vida dos civis. É importante lembrar, na próxima vez em que formos instados a enviar nossos soldados para "promover a democracia" ou derrubar um tirano em terra estrangeira, que a maioria das guerras injustas lutadas ao longo da história cristã foram travadas por pessoas com outras convicções: elas tinham ouvido os seus líderes e comprado a propaganda deles. Os dois lados na Primeira Guerra Mundial marcharam sob as bênçãos dos seus bispos. Milhões de soldados alemães marcharam para a guerra genocida de Hitler em 1939 acreditando sinceramente no slogan do seu exército: "Gott mit uns", "Deus está conosco".

A reação óbvia a fatos terríveis como este é abraçar o pacifismo radical. Tem a mesma lógica simplória do militarismo e oferece uma abertura mais sutil para a afirmação da vontade de poder. Se você não é o tipo de pessoa que dá tapinhas nas próprias costas enquanto afirma "Matem todos eles e que Deus separe quem prestava", o pacifismo lhe oferece um prazer mais exótico: o privilégio de olhar com o cenho franzido para os atos de cada homem e mulher na história humana e para os instintos de cada ser humano que já viveu sobre a terra. Porque não há nenhum impulso mais arraigadamente humano que o de preservar a si mesmo e aos entes queridos; um instinto, porém, que o pacifismo condena, aberta ou secretamente. Qualquer postura que espere que você assista passivamente ao seu cônjuge ou filhos serem estuprados, escravizados ou assassinados é intrinsecamente anti-humano. E os pacifistas incoerentes, que protegeriam a si mesmos e as suas famílias, mas não os seus vizinhos e concidadãos, são simples e radicalmente egoístas. O pacifismo também é sub-humanista quando desvaloriza a vida e a liberdade de cada ser humano, dizendo que simplesmente não vale a pena lutar por elas. O impulso salutar da autopreservação, por sua vez, também pode ser pervertido quando não temperado pelo altruísmo e limitado pelo senso do intrínseco valor moral do outro; nesse caso, ele se transforma num tumor, como o narcisismo coletivo das ideias de superioridade nacional ou racial.

Mas qualquer um que condena a autoproteção em si mesma está dizendo que a natureza humana é intrinsecamente perversa, fundamentalmente má, produto de um deus incompetente ou depravado, como os antigos gnósticos ensinavam, ou o resultado feio de uma evolução infeliz: “herdamos genes demais daqueles chimpanzés assassinos”. Quem condena a

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
Tags:
GuerraPaz
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
Casal brasileiro com 8 filhos espera gêmeos
Francisco Vêneto
Jovem casal brasileiro com 8 filhos espera gêmeos: “cada um vale ...
2
Papa Emérito Bento XVI
Francisco Vêneto
Bento XVI: “Espero me unir logo” aos amigos que já estão na etern...
3
Papa Francisco São José Menino Jesus
Ricardo Sanches
A oração a São José que o Papa Francisco reza todos os dias há 40...
4
Reportagem local
A bela lição que este menino deu a todos ao se aproximar do Papa
5
São João Paulo II
Reportagem local
A última frase de São João Paulo II antes de partir desta vida
6
Ary Waldir Ramos Díaz
O papa que enfurece o diabo: São João Paulo II fez exorcismo dent...
7
Don José María Aicua Marín
Dolors Massot
Padre morre de ataque cardíaco enquanto celebrava funeral
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia