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O pacifismo radical também mata

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Jason Jones e John Zmirak - publicado em 01/06/14





Mais eficaz poderia ter sido o esforço concertado entre cristãos e conservadores de ambos os lados do conflito para argumentar que aquela guerra não era nem justa nem necessária. Poucas vozes se alçaram para dizer isso; poucas demais para fazer diferença. O papa Bento XV foi uma dessas vozes. Foi ignorado. As tropas das duas partes, que fizeram uma espontânea "trégua de Natal" em 1914, agiam com o mesmo espírito. Seus líderes militares, que ainda imaginavam uma vitória rápida, as ameaçaram de punição por "motim". O recém-coroado governante austro-húngaro Carlos I tentou, em 1917, intermediar uma paz sem anexação, mesmo quando seus aliados alemães planejavam infectar a Rússia com o bacilo pestífero do bolchevismo. Mas, àquela altura, as nações combatentes já tinham ido muito longe: tinham jogado fora riqueza demais e vidas humanas demais para se contentarem com menos que o triunfo.

O perfeito tipo de homens que deveriam ter lutado pela paz negociada acabou enrolado no frenesi: G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, de um lado, e Thomas Mann, do outro, cada um proclamando que aquela guerra era uma “cruzada pela civilização”. O poeta Charles Péguy se juntou ao exército e morreu numa das primeiras batalhas. Os bispos católicos americanos, ansiosos para provar o seu patriotismo, se fizeram de mortos para o apelo do Vaticano em prol da paz e preferiram exortar os fiéis a se alistarem. E assim por diante. A cumplicidade dos cristãos em promover aquela guerra de destruição e de futilidade sem precedentes fez muito mais para desacreditar as igrejas no longo prazo do que qualquer tratado ateísta já publicado.

Hochschild relatou:

A ferocidade em torno da guerra podia ser ouvida em toda parte. "Matem os alemães! Matem!", bradou um clérigo num sermão de 1915. "Não por matar, mas para salvar o mundo! Matem o bom junto com o mau… Matem os jovens junto com os velhos… Matem os que se mostraram bondosos para com nossos feridos e também aqueles demônios que crucificaram o sargento canadense [uma história que circulava na época]… Eu vejo esta guerra como uma guerra pela pureza! Eu vejo cada um que morre nela como um mártir!".
O orador que proferiu o discurso foi Arthur Winnington-Ingram, bispo anglicano de Londres.
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Tags:
GuerraPaz
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