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O Papa deveria twittar?

GPO/POOL/NURPHOTO
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Francisco é o pontífice mais informal e acessível da história

O Papa Francisco é o papa mais informal e acessível na história do papado, e grande parte desta sua acessibilidade é causada pelas comunicações modernas.

O Papa utiliza o seu telefone celular para efetuar telefonemas pessoais, depois o conteúdo do telefonema vai parar no Facebook e se torna global. Em uma conversa informal com os jornalistas, falando de um homossexual sincero que busca verdadeiramente Deus, disse: “Quem sou eu para julgar?”, e esta talvez tenha se tornado a citação do século.

Ele faz um vídeo improvisado com o celular saudando os protestantes pentecostais, tira “selfie” com a multidão e deixa comentários que quase sempre acabam sendo “ambíguos” e provocadores. Como Bento XVI, Francisco usa o Twitter para comunicar o Evangelho ao mundo. Através das mídias sociais, as principais redes, a televisão, o YouTube e a internet em geral, ele é visto e escutado por todos.

É isso que o Papa ? O Papa deveria twittar? Deveria dar entrevistas e coletivas de imprensa expontâneas, fazer telefonemas pessoais e expressar a própria opinião de modo livre? A resposta deve ser “sim”. Como evangelizador global, o Papa Francisco é hábil em usar cada meio para comunicar o Evangelho a um mundo necessitado.

De certa maneira, como observa o correspondente vaticano Jonh Allen, o estilo informal de Francisco pode também causar problemas. Allen ressalta que, na coletiva de imprensa informal no voo de retorno da Terra Santa, o Papa falou aos jornalistas da Missa com as vítimas de abusos sexuais.

Em quase cada coletiva de imprensa, telefonema, conversa informal improvisada e evento não previsto, o estilo transparente e singelo do Papa provocou confusão, desânimo e perplexidade entre os fiéis. Se, por um lado, o estilo informal de Francisco é fresco e convida às reformas necessárias, também é verdade que um método de comunicação informal e quase sempre ambíguo deste tipo não pode fazer outra coisa a não ser corroer a solene autoridade de ensinamento do papado.

Os católicos bem informados são conscientes do fato que há uma diferença entre as declarações pessoais de um papa e o ensinamento infalível da Igreja. Os observadores informados compreendem que os pronunciamentos formais do papa e o ensinamento oficial são uma questão bem diferente dos comentários improvisados, das observações pessoais e das conversas privadas.

A maioria dos observadores mundiais infelizmente não é consciente destas distinções. Quando o Papa faz um gesto simbólico memorável, nós nos lembramos e achamos que é oficial. Quando o Papa fala de modo informal, na mente de muitos poderia também falar de modo infalível.

Sou adepto do Papa Francisco e admiro a sua vida de sacrifício, o seu exemplo profético e o seu desejo de levar o Evangelho a todos. A sua popularidade e a sua presença são um grande dom para a Igreja. O seu estilo informal tem a necessidade de ser controlado para não corroer a autoridade da sua posição. Um papa, como um monarca, precisaentender que quando se fala de declarações públicas, “menos é melhor”.

As melhores comunicações de Francisco vêm através dos gestos fortes, simbólicos e proféticos. Quando beija um homem deformado, lava os pés dos pobres, permanece em silêncio diante do memorial das vítimas da violência, se desloca em um carro não luxuoso, abraça uma criança, as suas ações falam com a plenitude do Evangelho de amor e a sua presença produz um testemunho significativo e pleno como a própria vida.

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O Pe. Dwight Longenecker é o autor de "The Romance of Religion: Fighting for Goodness, Truth, and Beauty.

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