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6 coisas que você precisa saber sobre o Encontro pela Paz

Vincenzo Pinto/AFP

Carly Andrews - publicado em 10/06/14


paz promovido pelos EUA está completamente parado, acima de tudo porque ninguém mais conseguiu realizar nenhuma reunião as duas partes que estão em conflito".

Ninguém, até que o PapaFrancisco fez precisamente isto: convidou os dois presidentes a se reunirem e rezarem pela paz.

Devido a problemas logísticos,o encontro não poderia ocorrer na Terra Santa, como Francisco tinha pensado inicialmente.Coma sua espontaneidade costumeira, porém, ele decidiu, no último minuto, convidá-los para fazer o encontro na sua própria casa. O encontro foi organizado rapidamente, porque o mandato presidencial de Peres termina em julho.

3. Os objetivos

As intenções do Santo Padre foram bem diferentes das pretensões dos negociadores norte-americanos: seu gesto foi religioso, humano e psicológico: "É um momento de rezar a Deus pela paz", comentou no Vaticano o Pe. Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, no dia 6 de junho.

O vaticanista Marco Tosatti declarou à Aleteia que o encontro "pretende quebrar o impasse, mais psicológica do que politicamente, entre israelenses e palestinos. É um gesto de natureza espiritual, para dar um ‘choque’ e fazer esses protagonistas olharem para o alto".

O rabino Abraham Skorka, amigo e compatriota do PapaFrancisco e especial acompanhante na viagem à Terra Santa, escreveu no jornal argentino “La Nación” que o objetivo do encontro é "criar um momento em que, sem a assinatura de um acordo ou tratado de paz, os dois olhem um para o outro, face a face, e expressem, na linguagem dos gestos e dos silêncios, um grito conjunto pelo fim de todas as expressões de violência na região".

4. A "Invocação"

O objetivo não era o de realizar de um encontro em que um cristão, um judeu e um muçulmano fizessem uma mesma oração em conjunto. Cada um deles orou em sequência, mantendo a própria identidade religiosa, mas todos com um pedido comum: a paz.

A Santa Sé tinha anunciado que a reunião seria "uma ‘invocação", uma expressão que, na linguagem comum, tem um significado muito forte e que, ao mesmo tempo, elimina o uso da palavra ‘oração’, que tinha sido aplicada nos primeiros momentos. Obviamente, permanece o fato do encontro dos protagonistas, como pediu o PapaFrancisco, para orar e invocar a paz no Oriente Médio, mas não numa oração conjunta. Os membros das delegações dos protagonistas, respeitando as suas identidades religiosas, "vão invocar a paz para a região e para as pessoas que viveram aqui ao longo de muitos séculos".

5. A dinâmica política

Alguns meios de comunicação sugeriram que o PapaFrancisco pudesse ter motivações políticas. O “New York Times”, por exemplo, comentou que "as ações do PapaFrancisco neste domingo representaram um notável exemplo de como, em pouco mais de um ano de papado, ele vem buscando reafirmar o antigo papel do Vaticano como árbitro da diplomacia internacional".

Mas o padre Pizzaballa afirmou, no Vaticano, que "esta é uma pausa na política. O Santo Padre não quer entrar nas questões políticas do conflito Palestina-Israel, cujos detalhes todos conhecemos. O desejo do Papa é levantar o olhar, é ir além da política".

O próprio Papa já tinha comentado que a reunião seria "para orar, não para mediar [o acordo de paz]".

Skorka também escreveu em “La Nación” que "a reunião de oração pela paz não tem objetivos políticos diretos; ela visa apenas concretizar um encontro significativo, para gerar uma imagem diferente na realidade de ‘desencontros’ entre palestinos e israelenses".

6. As consequências

O PapaFrancisco não tem ilusões quanto à complexidade da situação na Terra Santa. Seus motivos e suas expectativas parecem enraizados na simplicidade: "Os dois presidentes e eu só vamos nos reunir para rezar. Eu acredito que essa oração é importante e será de ajuda", disse ele. "Depois, eles vão voltar para casa. Haverá um rabino, um muçulmano e eu."

Parece não haver grandes expectativas de um acordo iminente entre os dois Estados como resultado direto deste encontro. "Ninguém espera que a paz surja na segunda-feira", disse Pizzaballa. "A intenção desta iniciativa é reabrir uma estrada que ficou fechada durante um tempo, para recriar um desejo, uma possibilidade, para fazer as pessoas sonharem com a paz, que é possível."

Tosatti afirmou em sua conversa com a Aleteia: "Numa situação como a do Oriente Médio, onde a má notícia é abundante, um momento de encontro em paz e com boa vontade entre os lados opostos é, no mínimo, um raio de luz".
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Papa FranciscoPaz
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