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Como destruir a civilização com apenas dois princípios morais falsos

AP Photo/Jorge Saenz

David Carlin - Aleteia Vaticano - publicado em 11/06/14





Eu temo que o liberalismo moral, que já destruiu o cristianismo em grande parte do autodenominado “mundo civilizado” (embora ainda perseverem redutos encorajadores de protestantes e católicos tradicionais), acabe mais cedo ou mais tarde destruindo a própria civilização.

Pense em certos tipos de conduta que passam a ser moralmente permissíveis quando se aceitam os “princípios” do liberalismo moral:

– Relações poligâmicas: basta que sejam consensuais e entre adultos.
– Adultério: basta que o cônjuge "inocente" consinta, expressa ou implicitamente, ou, se o cônjuge não deu o seu consentimento, que o adultério permaneça bem escondido, de maneira a não ferir os seus sentimentos.
– Incesto: basta que os parceiros sejam adultos, consintam ​​e tomem as precauções para evitar a gravidez.
– Pedofilia: basta que o menor de idade passe a ser considerado mais maduro psicologicamente do que a média, ou seja, maduro o suficiente para dar o seu consentimento.
– Sexo com animais: basta que o animal não sofra nenhuma dor.
– Suicídio: basta que a pessoa que o comete esteja consciente da decisão.
– Sacrifícios religiosos de seres humanos: basta que a vítima sacrificial seja adulta e consinta.

Eu não quero dizer que o liberalismo moral nos levará necessariamente a todas essas formas de conduta. Duvido, por exemplo, que o sexo com animais se generalize. Mas imagino que as próximas décadas sofrerão um aumento considerável dos casos de adultério. Assim como os jovens de hoje já pressupõem que o cônjuge teve um número considerável de parceiros sexuais prévios (já que quase ninguém mais leva a sério a virgindade antes do casamento), os casados do futuro tenderão a achar normal que os seus cônjuges tenham relações adúlteras ocasionais. Imagino que haverá um aumento notável nas relações poligâmicas e até no incesto. E não ficaria surpreso se os duelos até a morte voltassem a ser um esporte relativamente popular, como já foram no paganismo romano.

Mas não pretendo prever o futuro. Meu objetivo, com esse texto, é apenas propor três pontos de reflexão:
– Esses desenvolvimentos podem acontecer e, por lógica, devem acontecer numa sociedade que abraça o liberalismo moral;
– O liberalismo não pode ser aplicado à moral, já que essas consequências são a própria negação do conceito de “moral”, que envolve regras de comprometimento com o genuíno bem, próprio e do próximo;
– Uma sociedade que abraça uma pseudoteoria moral que nega a própria moral destruirá a si mesma.
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Tags:
AteismoCristianismomoral
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