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A Teologia da Libertação passou por uma reorientação importante

Filippo Monteforte/AFP

CELAM - publicado em 17/06/14


Há expoentes da teologia da libertação que são idosos; alguns já faleceram. Por um lado, este seria um indicador de algo sólido oferecido no mundo atual pelo peso da sabedoria dos idosos e dos que a viveram até o compromisso dos seus últimos dias. Por outro lado, o desafio é que os jovens deem continuidade ao aprofundamento que ela requer. Existe gente, em todo o continente, que a pratica e que a leva até as consequências da vida nas periferias, nos lugares mais castigados da sociedade e também na academia, no mundo dos estudos. Essas pessoas que trabalham nessas frentes na teologia da libertação estão encontrando diálogo com o Celam?

DOM AGUIAR: A teologia da libertação nasceu como consequência do desejo de aplicação do Concílio Vaticano II e da busca de respostas evangélicas para a superação da falta de equidade, que, infelizmente, caracteriza a nossa região. Nisto nós estamos muito comprometidos em todas as nossas atividades como Celam.

Hoje se fala da teologia da libertação e da teologia do povo, que foi fundada na Argentina em tempos do teólogo Lucio Gera e que acompanhou a pastoral do papa Francisco. São duas dimensões teológicas que não se contrapõem, que encontram convergências e expressam a pluralidade teológica do continente… O senhor considera que o Celam está interessado em valorizar as especificidades dessas correntes teológicas? Reconhecê-las e valorizá-las em diálogo permanente dá ao Celam uma profundidade maior no seu olhar teológico. O senhor acha que está dentro dos interesses da presidência do Celam levar adiante instâncias de diálogo emancipador?

DOM AGUIAR: A sensibilidade e o compromisso que o papa Francisco mostra com os pobres é, sem dúvida, fruto da experiência de reflexão e de ação que a Igreja desenvolveu em muitos âmbitos na América Latina.

Como eu disse antes, o Celam tem no CEBITEPAL e nos seus projetos, sempre, esta preocupação. No espírito de todos nós, que colaboramos com o Celam, fica bem manifesta a vontade de impulsionar e de aplicar o Documento de Aparecida e, agora, a Evangelii Gaudium, uma exortação que, com força e vigor, expressa a indispensável tarefa de promover a dimensão social da fé.

Quais o senhor acha que são os grandes desafios do Celam para os próximos anos, considerando que ele está em diálogo com um papa latino-americano?

DOM AGUIAR: Corresponder à ação do Espírito Santo, que nos deu um papa latino-americano com o carisma e com a qualidade próprias de um homem de Deus, que quer servir ao povo de Deus apoiado na sua valiosa experiência da Igreja latino-americana.

O Espírito Santo, em tempo oportuno, nos deu o Concílio Vaticano II. É hora de vivê-lo. O papa Francisco disse isto com clareza; não podemos esperar mais tempo, temos que nos comprometer nesta tarefa e a maneira de fazer isso é indicada claramente no Documento de Aparecida e na Evangelii Gaudium.

Os diversos movimentos econômicos e culturais que atravessaram o continente nestas últimas décadas deixaram uma forte marca individualista na sociedade. A Igreja não sai ilesa dessas ameaças culturais. Como o Celam pode ter, hoje, a profecia que teve em décadas anteriores?

DOM AGUIAR: Este, com certeza, é o grande desafio diante do fenômeno da globalização: não perder a expressão comunitária da fé e desenvolvê-la na família e nos diversos âmbitos da vida, social, cultural, econômico, político e eclesial.

Uma última palavra sobre o balanço da visita do Celam a Roma.

DOM AGUIAR: Nós voltamos de Roma fortalecidos espiritual e pastoralmente na comunhão com Pedro. A nossa convicção é a de seguir em frente com o Plano Global do Quatriênio 2011-2015, que é animado pela segunda parte do tema de Aparecida: “Para que nossos povos n’Ele tenham vida”.

Por Susana N. Núñez
Publicado pelo Celam

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