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Estilo de vida

Por que comungo e continuo sentindo inveja, tristeza...?

Sophia Louise

Carlos Padilla Esteban - publicado em 27/06/14

Como enfrentar os sentimentos desse homem velho que vive em nosso interior e se recusa a morrer

É sempre comovente levantar o véu do nosso coração, da nossa intimidade. Às vezes, Jesus não é compreendido, não é acolhido, as pessoas não se interessam por saber quem Ele é: apenas querem que lhes solucione os problemas concretos para poder continuar com a própria vida. Não querem complicações. Só querem que Ele as atenda em suas petições.

Jesus se entristece. Sente o fracasso como nós. Não O buscam, querem apenas seus milagres. E Ele, que pode saciar sua sede de amor, de paz, de um lar, de descanso, continua esperando. Mas as pessoas vão embora.

Isso pode acontecer conosco também. Em nossa vida, nós nos aproximamos de Deus porque pensamos que precisamos de alguma coisa, mas não queremos que Ele se intrometa nela, que transforme o nosso coração, que nos preencha; não lhe damos as rédeas da nossa existência. Não O adoramos de verdade, porque não permitimos que Ele seja o Deus da nossa vida.

O Sacrário é o sinal do amor de Deus que fica conosco. Vamos a Ele para adorá-lo, mas podemos voltar vazios. Porque não escutamos, não sentimos, não tocamos. E então nos sentimos frustrados, secos, frios. O que acontece? O alimento não nos alimenta.

Mas Jesus continua aí, escondido, aguardando. Ele só quer que vamos ao seu encontro. Precisa do nosso silêncio e das nossas palavras. Precisa que lhe abramos o coração, nossos medos. Quer que o acompanhemos, não quer ficar sozinho. Mas muitas vezes O ignoramos.

Comungamos, comemos seu alimento, estamos com Ele e nossos sentimentos não são os seus. São do mundo. São desse homem velho que vive em nosso interior e se recusa a morrer.

O coração está desordenado, falta harmonia. Pensamos uma coisa e fazemos outra. Quando estamos cansados, surgem da alma sentimentos desconhecidos até esse momento.

E nos surpreendemos diante do que pode chegar a existir nas profundezas do oceano da nossa alma. Aí, quando Deus não reina, reina o mundo, reinam as paixões, as forças que brotam do mais profundo.

Essas paixões que são fonte de vida e que muitas vezes nos desconcertam. Porque não as controlamos e são elas as que nos controlam. Mas são também de Deus. São essas forças que nos levam a conseguir o impossível, que nos impulsionam quando nos falta força. Sim, esse amor instintivo à vida, ao mundo, às pessoas.

Nós nos apegamos à terra e afastamos nosso olhar do importante, do que realmente conta, da verdade, da vida, do amor mais autêntico.

Fazem-nos acreditar que viveremos eternamente nesta terra. E nos levam a pensar que nossas forças são infinitas.

Surge então a cobiça, a inveja, o orgulho, a vaidade, o desejo de possuir, de dominar, de alcançar, a impaciência, a soberba, a preguiça, a amargura, a tristeza: tudo isso reina quando Deus não está presente.

Viver em Deus, alimentar-nos de Cristo: é isso que vai purificando esses sentimentos que nos fazem titubear e perder a paz.

Alimentar-se de Jesus, do seu Corpo, nos assemelha a Ele no mais profundo. Porque muitas vezes precisamos reconhecer que Deus não reina em nosso coração. Os sentimentos de Cristo são muito diferentes desses sentimentos que não nos deixam subir mais alto.

Jesus nos ensina o caminho do verdadeiro amor. Sua caridade é constante, nunca nos faltará.

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