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Que voltem os livretos católicos!

Kristy
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Eles são uma ótima forma de evangelizar em pleno século 21!

Eles eram os livretos católicos, pequenas publicações impressas que ofereciam catequese sobre um tópico determinado. Casamento. Trindade. Alcoolismo. Namoro. E, no início e meados do século XX, serviram como um poderoso meio de evangelização. As capas desses livretos foram objeto de uma exposição recente na Irlanda: "Vintage Values".
 
É hora de trazer de volta os livretos católicos!
 
Por quê? A internet já não coloca o mundo inteiro ao nosso alcance? As pessoas por acaso não conseguem encontrar tudo o que elas querem sobre a Igreja em questão de segundos? Por que usar material impresso?
 
Por causa da própria natureza da internet. Algumas pesquisas têm demonstrado que, ao navegar na web, as pessoas gravitam em torno das coisas de que elas já gostam. Os liberais visitam sites liberais. Os cinéfilos acessam sites de cinema. As pessoas navegam para explorar temas que já são do seu interesse e para reforçar filosofias políticas que já as atraem.
 
Mas um livreto é diferente. Não é tão exigente quanto um livro, mas tem mais profundidade do que a média dos posts de um blog. Um livreto bem feito pode ir entrando e permanecendo na consciência do leitor. Imagine a cena: uma mulher de vinte e poucos anos está voltando para casa, numa grande cidade, depois do trabalho. Uma pessoa simpática lhe entrega um livreto na calçada. A capa não é arte clássica, mas é feita por um artista contemporâneo, como uma versão cristã de algo que podemos ver, por exemplo, na revista The New Yorker. O papel e a encadernação são de alta qualidade. O título do livreto é "Liberdade Verdadeira?", ou "Castidade Contra a Corrente". Ou um ensaio sobre o nazismo e o mal. Ou sobre a arte católica.
 
A mulher fica um pouco irritada ao ser abordada, e até um pouco mais quando vê que é “uma daquelas bobagens religiosas”. Mas ela fica com o livreto, porque ele é chamativo. Mais tarde, na mesma noite, com o computador desligado e o telefone recarregando, ela começa a folheá-lo. E o que ela lê começa lentamente a despertar a sua atenção.
 
Esta é, tanto quanto os tuítes e os vídeos do YouTube, uma ótima maneira de evangelizar em pleno século XXI. E pode ser feito sem grandes despesas. Um benfeitor católico ou alguma fundação podem patrocinar uma tiragem inicial de 10 mil livretos, a ser distribuídos em uma determinada cidade-alvo. Assim, os criadores podem avaliar a eficácia dos livretos antes de reimprimi-los para uma próxima etapa de distribuição.
 
Estaríamos seguindo os passos dos criadores dos livretos católicos originais. Um bom relato do método pode ser encontrado na história do pe. Daniel A. Lord, jesuíta e músico que escreveu centenas deles. Em sua autobiografia, “Played by Ear”, o pe. Lord descreve como começou a produzir os seus livretos: em 1925, ele foi convidado a escrever um sobre Teresa de Lisieux, que estava prestes a ser canonizada.
 
O padre aceitou, mas fez um pedido: "Eu sugeri que, em vez de ilustrações realistas, nós usássemos uma série de desenhos simbólicos, em preto e branco, talvez remetendo a William Blake ou a Durer". Sugestão atendida, o livreto foi publicado algumas semanas mais tarde: "Era de bolso, com uma capa em leve relevo, um frontispício e alternava o meu texto com os desenhos. Devo confessar que eu gostei muito".
 
E o público também. O livreto da “Pequena Flor” foi um enorme sucesso: a editora, Benziger, declarou ter vendido 20.000 em um único dia. Depois disso, observa o pe. Lord, “o bichinho do livreto me mordeu”. Ele produziu centenas, sobre todo tipo de tópico: namoro, fofocas, mentiras, dinheiro, vida religiosa. Os livretos vendiam na casa dos milhões.
 
Deve-se enfatizar mais uma vez que o padre não era apenas padre, mas também músico e artista. Seu pedido de que a arte fosse feita por artistas modernos, mesmo que evocando mestres anteriores, é um aspecto importante. Nas últimas décadas, os católicos ficaram preguiçosos na produção de arte visual atraente. Afinal de contas, com a internet, por que não apenas copiar e colar?
 
A natureza física e palpável dos livretos combina com a natureza fundamental do catolicismo: fazemos parte de uma religião muito artística, sensível e palatável. Somos batizados com água na testa. Recebemos Cristo na língua. Celebramos o corpo e a sua teologia, como destinado a Deus. Celebramos a consciência e a razão humana.
 
Livros tangíveis e escrita magistral sempre fizeram parte da nossa tradição intelectual. Esta seria uma forma de resgatar essa tradição, ao mesmo tempo em que resgatamos almas.
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