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Eu não queria mais viver. Foi quando me encontrei com Ele…

Muffinbasket / Flickr / CC
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Como Jesus Eucarístico me salvou

Passei por uma época, não muito tempo atrás, em que eu achava que tudo estava perdido na minha vida e que eu não conseguiria mais continuar vivendo.
 
Foi o Corpo de Cristo que me salvou.
 
Eu fui criada numa família bastante normal. Minha mãe era católica e nos criou na fé. Eu era muito ligada à família, tinha grandes amigos e uma vida escolar feliz. Minha fé era sólida, assim como o meu senso moral, o que me mantinha firme e com os pés no chão enquanto eu ia me tornando adulta. Em outras palavras, a minha vida era boa.
 
Fui para o Peru depois do ensino médio e morei com algumas freiras numa favela da periferia de Lima, onde trabalhava como missionária na comunidade. Foi uma experiência fantástica. Eu ia à missa diariamente, o que aprofundou ainda mais a minha fé. Mas… Faltava algo fundamental que, na época, eu nem percebia que faltava.
 
Eu também estudava filosofia na universidade. Uma filosofia muito laica, aliás. Tenho vergonha de dizer, por exemplo, que, em três anos inteiros, a noção de “Deus” mal foi mencionada em uma única oportunidade. Eles nos ensinaram a filosofia grega antiga, pularam a totalidade dos períodos patrístico e medieval (ou seja, nada de Agostinho nem de Tomás de Aquino, nem de muitos outros grandes pensadores católicos que são marcos na história do pensamento) e foram direto para a filosofia moderna e contemporânea.
 
Estudando essa filosofia laica e vivendo imersa num ambiente laico (além de ter o meu quinhão de diversão universitária “selvagem”), comecei a sofrer o declínio gradual da minha . Eu nunca renunciei à fé, nem sequer diante de mim mesma, mas, no fundo do meu coração, eu não acreditava mais.
 
O principal problema foi a minha arrogância. Em meu orgulho egoísta, eu me colocava, com a minha própria capacidade racional, no lugar de Deus, no centro da minha existência, como juíza e jurada. Lentamente, fui me fechando à graça de Deus.
 
Enquanto eu passava por essa crise de fé, que ocupava quase toda a atenção dos meus pensamentos, a minha vida desmoronou. Vivi um trauma terrível, que durou muitos anos. No início dessa época árdua, eu estava morando em Londres, sem dinheiro, sem emprego, sem amigos, em circunstâncias familiares terríveis, me sentindo completamente sozinha no mundo e descobrindo que eu não tinha fé nem esperança para me apoiar. Eu ia à igreja, mas não sentia nada quando recebia a Eucaristia; me sentia morta por dentro e entrei num estado de total desespero.
 
Eu passava dias a fio trancada em casa, não me vestia, mal dizia uma palavra e bebia álcool em grandes quantidades. Simplesmente não enxergava nenhum caminho para trilhar na vida e já tinha desistido de tudo.
 
Depois de um tempo sem enxergar razões para continuar vivendo, eu consegui pensar: “Chega! Eu quero a minha fé de volta! Eu quero encontrar outros católicos e escapar deste desespero!”.
 
Foi quando perguntei a mim mesma: “E onde é que estão todos os outros católicos?”. “Bom, o papa está em Roma”, me respondi. “Então eu vou ter que encontrar alguns por lá!”.
 
Digitei no Google "mestrado em filosofia e ciência em Roma" e um dos primeiros links me levou a um mestrado na Pontifícia Universidade Gregoriana. Depois de uma olhada no conteúdo, resolvi: “É isso”. Arrumei as malas e parti imediatamente para Roma.
 
Depois de me perder, ser multada em 50 euros no metrô por ter não carimbado a minha passagem corretamente e ser enrolada pelo taxista, encontrei finalmente o albergue que eu tinha reservado para a primeira semana. O albergue era das irmãs de São José, as mesmas freiras com quem eu tinha passado um tempo no Peru. E, para minha surpresa eterna, quem é que estava vivendo em Roma? A mesma madre superiora com quem eu tinha convivido quatro anos antes, nas favelas de Lima, e a quem eu amava profundamente!

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