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Que tipo de “ferro” nós somos?

The faith – pt

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Cleofas - publicado em 02/07/14

“Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim"

Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando Ele te corrige; pois o Senhor educa a quem ama… é para a vossa educação que sofreis”. (Hb 12,6-7)

Existia na cidade um ferreiro que depois de uma juventude cheia de erros, de farras, até de roubos, encontrou Deus e mudou de vida, não quis mais fazer coisas erradas. Durante muitos anos trabalhou com capricho, praticou a caridade, ajudou muita gente, mas apesar de tudo isso parecia que nada dava certo na sua vida. Estava com muitas dívidas e outros problemas na sua família.

Uma bela tarde, um amigo que o visitou – e que tinha dó dele com os seus problemas, disse para ele: “É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem de Deus, sua vida começou a piorar. Eu não quero enfraquecer sua , mas apesar de toda a sua crença em Deus, nada tem melhorado para você; será que não é melhor esquecer esse Deus?”

O ferreiro não respondeu. Ele já havia pensado nisso, sem entender o que acontecia em sua vida. Até que encontrou a resposta. E disse para o amigo sem fé em Deus: “Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas, ferraduras, foices, enxadas, etc.. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da mudança de temperatura”.

Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente. O ferreiro fez uma longa pausa, e continuou: “Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria”. Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: “Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me deu, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: “Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, e pelo tempo que quiser – mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas”.

(Blog do Prof. Felipe Aquino)

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