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Redação da Aleteia

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O Papa que testemunha um método

© MASSIMILIANO MIGLIORATO/CPP
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Entrevista com Dom Giancarlo Maria Bregantini, arcebispo da região de Molise, após a visita do Papa Francisco

Os gestos mais uma vez são o que mais comovem após uma viagem do Papa Francisco. A Aleteia entrevistou o arcebispo da região de Molise, após a visita do Papa no final de semana passado.

Em Molise o Papa Francisco falou de problemas comuns em diversas periferias: o trabalho, a dignidade da pessoa etc. O que o senhor percebeu nas palavras do Papa?

Antes de tudo gostaria de ressaltar que o método usado pelo Papa é o de sempre, o dos sinais, neste caso: um dia inteiro dedicado a uma região tão pequena. O Papa estava visivelmente sereno, paciente, não estava cansado e prestou atenção a cada particularidade. O que ele fez, ao meu ver, é importante porque não deu receitas, mas um método. Ele nos disse que devemos pegar nas mãos a própria história e fazer um pacto com o trabalho nas instituições, encontrando uma via para resolver junto os problemas. Ele ressaltou a busca por uma ligação com a Europa, para que isso possa dar verdadeiramente um futuro.

A escolha de Bergoglio – de encontrar um região como Molise – foi uma mensagem universal para as “periferias existenciais”?

As periferias são um tema que nós vemos sempre, mas que o Papa não apenas mostra, ele as introduz. Da nossa parte, não é preciso insistir muito sobre este tema, mas sim permanecer diante dos princípios que quis lançar durante a sua visita: o primeiro foi “o domingo”. Este dia é considerado como tempo da gratidão, não existe motivo para manter abertos os centros comerciais no domingo. O domingo é o tempo da família e por isso o Papa colocou em primeira pessoa as mães e os pais. Ressaltou que o domingo é o tempo de dedicar àqueles que são frágeis, que são esquecidos. Ou seja, é importante dedicar tempo aos próprios filhos e às “periferias”. Depois deu prioridade à pessoa humana. Todo o resto vem depois. 

Falou também de dignidade.

O terceiro ponto é, de fato, a dignidade: o Papa repetiu várias vezes, sobretudo para os jovens: “Um jovem sem trabalho é um jovem sem dignidade”, e depois “Quem não leva para casa o pão é privado da dignidade”. E por este pão não entendemos somente o alimento, mas a dignidade de ser pai, mãe, ou irmão mais velho que leva para casa, com o próprio trabalho, o pão para a família. Estes apelos são direcionados às periferias, mas também ao mundo: não mais um mundo egoísta e fechado, mas corajoso e aberto.

Francisco falou de perdão, sobretudo no encontro com os presos. De fato, o título da viagem era “Deus não se cansa de perdoar”, e isso vale sobretudo para os presos.

Sim, insistiu muito sobre o tema do perdão. Aprofundou no como devemos “ocupar” a Misericórdia: não por benfeitores, nem mesmo por clericalismo, mas porque existe dentro a força da nova antropologia, a força profética: se uma região pequena (como Molise), vive de liberdade, pode se tornar um lugar profético para o futuro.

Colaboraram para este artigo Corrado Paolucci e Ary Ramos

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