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Crianças criadas por pares homossexuais: testemunho de sofrimento

© NUZZA / SHUTTERSTOCK.com
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“É estranho, mas sinto a falta dele. Falta-me este homem que nunca conhecerei”, afirma menina criada por lésbicas

“Não foi o tabu da homossexualidade a me dar sofrimento, mas ter pais do mesmo sexo”. Essas são as palavras dramáticas de Jean-Dominique Bunel, publicadas no site italiano Tempi.it, no último dia 26 de abril. O francês de 66 anos cresceu com duas mulheres lésbicas e se opôs publicamente à lei do governo holandês sobre o casamento e adoção por pares homossexuais, porque viveu esta experiência. “Esta lei, em sua suposta luta contra as desigualdades e as discriminações, tira da criança um dos seus direitos (…), crescer com uma mãe e um pai”. 

O dele é apenas um dos tantos testemunhos recolhidos, ou publicados no blog de Robert Oscar Lopez, o professor americano criado por duas lésbicas que gira o mundo para contar o sofrimento vivido.

Gostaria de ter um pai

Entre os testemunhos recolhidos no blog existem também alguns dramáticos: adolescentes que ainda vivem com os pais homossexuais. Uma menina, anônima, que mora com duas lésbicas, conta: “Fico a maior parte do tempo na casa da minha melhor amiga. Estou com o seu pai porque nunca tive um e ele é fantástico”. Depois o desabafo, as perguntas, os sentimentos de culpa: “Alguém precisa dizer, porque eu não sinto que deveria dizer, os pais gays são egoístas em certo sentido. Não pensam no que significa para mim viver no mundo deles. Sou a única que se sente assim? Sou uma filha má porque gostaria de ter um pai? Tem alguém que tem duas mães ou dois pais que se pergunta como teria sido se tivesse nascido em uma família normal? Existe alguém capaz de usar a palavra normal sem ter aulas daquilo que é normal? Não conheço meu pai e nunca o conhecerei. É estranho, mas sinto a falta dele. Falta-me este homem que nunca conhecerei”.

Pais heterossexuais

Um outro jovem anônimo, “filho de um pai gay e de uma mãe substituta”, descreve a sua vida “com dois pais (…). Minha mãe biológica (que deu seu óvulo a meu pai), vem continuamente à minha casa. Ela tem 38 anos (…), quero chamá-la de mãe, mas meus pais ficam loucos quando tento (…). O que vocês pensam? Não pensam que seja normal odiar os meus pais? Mas tenho que ser o filho bom porque eles quiseram me ter? (…) Eu não odeio os gays, mas gostaria que os meus pais fossem heterossexuais. Sou uma pessoa ruim por me sentir assim? (…) Todos querem que eu aceite aquilo que não posso e não quero”.