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Israel intensifica ofensiva contra Hamas após primeira morte de israelense

<p>O premier de Israel participa de uma entrevista coletiva em Tel Aviv</p>

Agências de Notícias - publicado em 16/07/14

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) lamentou a destruição de casas na Faixa de Gaza

Israel retomou nesta terça-feira os bombardeios contra a Faixa de Gaza, depois de uma breve trégua, e anunciou que vai intensificar seus ataques, após o registro da primeira vítima israelense neste conflito que já matou cerca de 200 palestinos.

A rejeição por parte do Hamas da iniciativa egípcia de cessar-fogo obriga Israel a "expandir e intensificar" suas operações militares em Gaza, declarou nesta terça o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Uma solução diplomática teria sido melhor, é o que tentávamos fazer quando aceitamos a proposta de trégua hoje, mas o Hamas não nos deixa outra opção a não ser expandir e intensificar nossa campanha", afirmou.

Sua declaração coincide com o anúncio da morte de um civil israelense atingido por um foguete perto da passagem de Erez, na fronteira com Gaza, a primeira vítima israelense em oito dias de hostilidades.

Um porta-voz dos serviços de emergência israelense declarou à AFP que o homem de 38 anos estava entregando comida a soldados que atuam na região.

Na Faixa de Gaza, mais três palestinos morreram vítimas dos ataques aéreos israelenses, elevando a 197 o número de óbitos no território. Os bombardeios também deixaram 1.500 feridos.

Seis horas depois de ter aceitado uma trégua a partir das 06h00 GMT (03h00 de Brasília), Israel retomou seus bombardeios contra Gaza em resposta às dezenas de disparos de foguetes, indicou o porta-voz do Exército, Peter Lerner.

Mais de trinta foguetes foram disparados desde as 06h00 GMT (03h00 de Brasília) a partir do enclave palestino, segundo o Exército.

Um ataque aéreo foi dirigido contra a cidade de Khan Yunes, no sul do enclave, e outro contra o bairro de Zeitun, no leste da Cidade de Gaza.

– Tensões no governo –

O Exército israelense se mantém mobilizado perto de Gaza, com 40.000 reservistas preparados para uma eventual invasão, que pode custar vidas humanas.

A forma como as operações estão sendo realizadas vem causando tensões no governo de Israel, e levaram Netanyahu a destituir o vice-ministro da Defesa, Danny Danon, da ala mais à direita de seu partido, o Likud, que havia taxado a intervenção militar de "fracasso".

Um outro importante nome conservador, o ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, pediu que "a operação só acabe quando o Exército estiver no controle de toda a Faixa de Gaza", de onde se retirou unilateralmente em 2005.

Netanyahu respondeu, considerando que as decisões devem ser "tomadas com paciência, sem precipitação".

Já o Hamas, que diz ter tomado conhecimento do plano do Egito através da imprensa, rejeitou qualquer trégua que não inclua um acordo completo sobre o conflito.

O movimento islamita exige o fim dos bombardeios e do bloqueio a Gaza, a abertura do posto fronteiriço de Rafah com o Egito e a libertação de presos que voltaram a ser detidos depois de sua libertação em virtude de um acordo de troca por um soldado israelense em 2011.

"Descartamos uma trégua sem alcançar um acordo. Em tempos de guerra não se faz uma trégua para depois negociar", declarou à AFP Fawzi Barhum, um porta-voz do Hamas.

O braço armado do Hamas também rejeitou a proposta egípcia, taxada de rendição, e ameaçou intensificar sua luta contra Israel.

No entanto, a direção política do movimento islamita parecia dividida. O número dois do movimento, Mua Abu Marzuk, que vive no Cairo, afirmou em sua página no Facebook que as consultas prosseguiam.

Diante da piora da situação em Gaza, as movimentações diplomáticas se intensificavam nesta terça-feira.

O secretário americano de Estado, John Kerry, pediu que o Hamas aceite a proposta egípcia de cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza.

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