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O dízimo tem que ser de 10%?

Attachment to money is a sickness, Pope Francis says – pt

Stefan

Fr. Thiago Pereira, SCJ - Reparatoris - publicado em 17/07/14

Trata-se de uma atitude que leva em conta a generosidade do coração de cada um

Muitas pessoas se perguntam: o meu dízimo para a Igreja tem que ser de dez por cento? Seria sim, desde que se tratasse de uma igreja protestante. O catolicismo não estipula valor ou porcentagem para a devolução do dízimo.

Muitos, em busca de fundamentar que o dízimo deve ser de 10%, recorrem à passagem do Antigo Testamento que diz: “o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que teu campo produzir cada ano” (Dt 14,22). Neste contexto o dízimo realmente deveria ser de dez por cento, isto porque a tribo de Levi precisava ser sustentada pelas demais tribos de Israel, isto é, pelas outras onze.

Santo Tomás de Aquino afirma que o dízimo faz parte da natureza das coisas, pois todos nós pagamos impostos para aquelas instituições que servem ao “bem comum”, isto é, para o Estado, para os militares, para a saúde, para educação etc.. Com a Igreja não deveria ser diferente, isto é uma questão de justiça (cf. Suma Teológica, II-II, q. 87, a. 1).

Entretanto, o santo Doutor da Igreja afirma que não é da natureza oferecer a Deus a décima parte do seu rendimento. Quando o livro de Deuteronômio falava da décima parte, este se referia a uma lei judicial e que, portanto, poderia ser mudada, dependendo da situação (Suma Teológica, II-II, q. 87, a. 1).

Bom, atualmente, nossa situação é outra. Então fiquemos com aquilo que a Igreja nos orienta. Alguns afirmam que o quinto mandamento da Igreja Católica é: “pagar o dízimo (10%)”, mas o Catecismo Católico nos diz: “O quinto preceito (‘prover às necessidades da Igreja, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações’) aponta ainda aos fiéis a obrigação de prover às necessidades materiais da Igreja consoante as possibilidades de cada um” (CEC, 2043).

Estamos tratando, portanto, de uma “lei” que leva em conta a generosidade do coração de cada um, pelo fato de o dízimo ser uma realidade espiritual. Como a caridade não conhece limites, então o dízimo pode variar entre 0 e 100%, não importa o valor, tudo vai depender da gratidão e das reais necessidades de cada um.

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