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Anticoncepcionais reduzem o risco de câncer?

© MYCHELE DANIAU / ARCHIVES / AFP

Aleteia Vaticano - publicado em 18/07/14

É recomendável que freiras tomem anticoncepcionais buscando assim evitar certos tipos de tumores?

Por Justo Aznar e Julio Tudela 
Artigo publicado no Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência

Seria conveniente que as freiras pudessem utilizar anticoncepcionais para diminuir o risco de ter algum tipo de tumor? Isso quando falamos de tumores como os que aparecem no útero e ovário.

O Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência não recomenda. 

“Acreditamos que a relação risco/benefício médico não sustenta o uso preventivo de anticoncepcionais para as celibatárias”, isso buscando reduzir o risco de câncer no útero ou ovário, afirmam os especialistas Justo Aznar e Julio Tudela.

Eles ressaltam que “naturalmente isso, ao fim, se submete à vontade das interessadas, sempre que sejam bem aconselhadas por médicos”.

“Aquilo que parece mais claro é que, se seguramente não terão relações sexuais, moralmente não existiria um grande inconveniente em tomar anticoncepcionais orais com fins médicos.”

O Observatório tocou neste assunto polêmico por causa de uma questão recentemente divulgada no Los Angeles Time, em um artigo de opinião assinado por Malcolm Potts, professor de Obstetrícia e Ginecologia na Universidade de Berkeley.

No artigo, Potts sustenta a conveniência de que freiras utilizem métodos anticoncepcionais para reduzir o risco de surgir alguns tipos de tumores genitais.

O autor afirma que nas populações de mulheres que têm pouca gravidez ou nenhuma, tendo completado muito mais ciclos menstruais ovulatórios – diz que mulheres com longos períodos de amamentação podem ter tido não mais de 40 ciclos ovulatórios em suas vidas férteis, diante de 400 que se podem verificar em mulheres que não têm filhos – o risco de ter câncer no ovário ou no útero aumenta significativamente.

Potts é um defensor do direito ao aborto e foi o primeiro diretor da influente “Planned Parenthood Federation” americana, voltada ao planejamento familiar.

“O autor inicia oferecendo informações científicas – parciais, como demonstraremos agora – para passar depois por uma avaliação moral demolidora no Magistério da Igreja sobre os métodos contraceptivos e a sexualidade humana”, explicam os especialista do Observatório de Bioética. 

“Mas estão certas as afirmações de Potts sobre o benefício inquestionável que representa a utilização do anticoncepcional oral, no caso de mulheres sem filhos, para reduzir o risco de sofrimento com um possível futuro tumor?”

Em um artigo de réplica, a doutora Rebecca Peck, professora da Universidade de Daytona Beach, na Flórida (EUA), diz que “as afirmações de Potts estão certas, mas somente em partes”, observa.

Segundo Peck, os tumores de ovário e de útero são muito menos frequentes que os de mama. Estima-se uma ocorrência de câncer no útero em 1 entre 39 mulheres no curso da vida, enquanto o de ovário é 1 em cada 72.

Por outro lado, o câncer de mama atinge 1 entre 8 mulheres. Potts cita como fonte para sustentar as próprias afirmações o Instituto Nacional do Câncer, a principal agência norte-americana de pesquisa sobre esta doença.

A mesma agência informa que, contrariamente ao caso dos tumores de útero e ovário, o risco de ter um tumor nas mamas, colo de útero ou fígado aumenta com o uso de contraceptivos orais. 

O câncer de mama é mais frequente nas mulheres que começaram a usar anticoncepcionais orais na fase da adolescência.

Nas mulheres sem filhos e que consequentemente não amamentaram, o predomínio do câncer de mama é superior àquele de mães que amamentaram os próprios filhos.

Neste caso, como aquele das referidas freiras, a utilização de anticoncepcionais orais elevaria ainda mais o risco do câncer.

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