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Ampliada trégua humanitária na Faixa de Gaza

<p>Mulher palestina diante de prédio destruído em Beit Hanun, na Faixa de Gaza, durante a trégua humanitária decretada por Israel - 24 de julho de 2014.</p>

Agências de Notícias - publicado em 27/07/14

Hamas rejeitou a extensão do cessar-fogo afirmando que qualquer trégua humanitária não terá valor sem a retirada dos tanques israelenses da Faixa de Gaza

Israel aprovou na noite deste sábado uma extensão de 24 horas – até a meia-noite de domingo – da trégua humanitária na Faixa de Gaza, a pedido das Nações Unidas, mas o movimento palestino Hamas rejeitou a medida e manteve os disparos de foguetes contra o território israelense.

O gabinete de Segurança "aprovou a solicitação das Nações Unidas sobre uma trégua humanitária válida até a meia-noite de domingo", revelou um alto funcionário israelense, que pediu para não ser identificado.

O Exército "prosseguirá com suas operações contra os túneis", destacou o funcionário, acrescentando que o cessar-fogo envolve a suspensão dos ataques aéreos, marítimos e terrestre, mas com a manutenção das tropas israelenses no terreno.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, rejeitou a extensão do cessar-fogo afirmando que "qualquer trégua humanitária não terá valor sem a retirada dos tanques israelenses da Faixa de Gaza, sem que seus habitantes possam voltar as suas casas e sem que as ambulâncias transportando os corpos possam circular livremente".

Segundo o Exército hebreu, o Hamas violou o primeiro período de cessar-fogo (mesmo antes da extensão) com disparos de foguetes e tiros de morteiro a partir da Faixa de Gaza. "Os terroristas escolheram utilizar a janela humanitária em Gaza" para atacar.

As Brigadas Ezzedine al-Qassam – braço armado do Hamas – confirmaram os disparos de foguetes contra o sul de Israel e Tel Aviv.

Em resposta, a artilharia israelense abriu fogo contra o setor de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de onde partiram os foguetes", informou à AFP um oficial hebreu.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, havia pedido neste sábado "às partes a extensão da trégua humanitária por mais sete dias".

Em Paris, em uma reunião internacional para buscar uma trégua duradoura, os chefes da diplomacia de Estados Unidos, Catar, Turquia e de outros países europeus pediram a extensão do cessar-fogo, que a princípio seria de 24 horas. Eles também apelaram por uma trégua duradoura o mais rápido possível, que responda às necessidades legítimas de israelenses e palestinos.

Mais de 1.000 palestinos, em sua grande maioria civis, morreram e outros 6.000 ficaram feridos desde o início da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, no dia 8 de julho.

Israel perdeu 42 soldados. Os foguetes lançados de Gaza também mataram dois civis israelenses e um trabalhador tailandês no território de Israel. As últimas baixas fatais foram o capitão Liad lavi, 22 anos, e o sargento Rami Chalon, 39, ambos da Infantaria, que estavam hospitalizados em estado crítico.

Há 138 militares israelenses hospitalizados, sendo sete em estado grave.

Os habitantes da Faixa de Gaza expulsos de seus lares pela violência aproveitaram a frágil trégua para voltar aos seus bairros, onde viram cenas de desolação: casas destruídas, corpos enegrecidos em meio às ruínas e poças de sangue sobre as marcas dos tanques israelenses.

Em meio à trégua, as equipes de emergência palestinas já encontraram 147 corpos, sendo 29 no leste de Gaza, 13 nos campos de refugiados de Deir al-Balah, Bureij e Nousseirat, 32 e Beit Hanoun (norte) e 11 em Khan Yunis e Rafah (sul).

No setor de Beit Hanun, correspondentes da AFP viram o corpo de um socorrista do Crescente Vermelho em um hospital parcialmente destruído por um bombardeio israelense.

Medo das bombas

O Hamas desaconselhou os deslocados pelo conflito – mais de 160.000, segundo a ONU – a se aproximar dos imóveis bombardeados e das zonas de combate pela possível presença de artefatos não ativados.

"Temos medo de abrir uma porta e encontrar uma bomba", declarou Khader Sukar, um morador de Shejaiya, um subúrbio da cidade de Gaza duramente bombardeado.

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