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Como vai ser o mundo em 2045?

James Vaughan

Eugene Gan - publicado em 28/07/14

Uma nova era de gente biônica?

Você já experimentou aquela sensação de que várias coisas que você foi lendo em fontes diferentes parecem se relacionar de maneira assombrosa?

Eu estou pensando, neste instante, em um recente estudo do Ministério da Defesa do Reino Unido que faz uma série de previsões interessantes sobre o mundo em 2045. Entre as possíveis novas realidades, "as pessoas poderão alterar a sua aparência física, a sua personalidade e as suas características psicológicas com implantes de alta tecnologia".

Num cenário que vai da tecnologia portátil que usamos externamente à tecnologia que carregamos para todo lugar porque está implantada dentro de nós, seria compreensível que a nossa imaginação levantasse voo para outros cenários, inquietantes, de alterações psicológicas acessíveis ao clique de um botão ou secretadas em intervalos regulares por dispositivos implantados. “Biobôs”, ou robôs biológicos móveis, alimentados por células musculares e pequenos o suficiente para residir dentro do corpo humano, já foram desenvolvidos para atuar em cirurgias, em medicação e como plataformas para implantes inteligentes.

Será que esses dispositivos não podem ser violados por indivíduos sem escrúpulos, de forma ainda mais invasiva? Será que esses implantes tecnológicos podem nos tornar melhores, mais fortes, mais rápidos, inaugurando uma nova era de seres humanos biônicos, homens, mulheres, meninos e meninas? Uma classe de indivíduos com super-habilidades especiais que, com o passar do tempo, se tornariam o significado “normal” de “humano”?

Muitas dessas tecnologias não são criadas para nos roubar da nossa humanidade. Marshall McLuhan descreveu as tecnologias de mídia como extensões do homem: “tecnologias para vestir”, como o Oculus Rift e o Google Glass, têm o potencial de estender o nosso alcance virtual e a nossa conexão com a informação e com os outros. Mas as constantes notificações em tempo real na periferia da nossa visão podem virar uma distração e, sim, uma causa de estresse.

Este panorama gerou o modismo da “Redução de Estresse Baseada na Atenção Plena” (Mindfullness Based Stress Reduction, ou MBSR), programa de medicina complementar que tem cerca de 1.000 instrutores certificados em mais de 30 países, que ensinam as pessoas a evitar a multitarefa, a filtrar informações irrelevantes e a levar uma vida com estresse reduzido. Não é surpresa que o Vale do Silício seja um dos grandes focos das aulas e conferências de MBSR. Como diz o ditado, “não é porque podemos que quer dizer que devamos”. Equilíbrio é a palavra-chave e os documentos da Igreja Católica nos lembram: a tecnologia é um dom de Deus, o que significa que nós recebemos o dom de participar do poder criativo de Deus. As tecnologias existem porque nós as criamos graças a esse dom.

Quando o papa Francisco nos incentiva a usar imagens nos meios de comunicação para difundir o Evangelho, ele fala do "poder" das imagens para moldar as "experiências, esperanças e preocupações das novas gerações". Isto é especialmente pertinente se levarmos em consideração o quanto é fácil alterar imagens usando apenas os nossos telefones inteligentes. Vivemos numa época em que não apenas “photoshopar” virou palavra comum, como, quando eu mostro aos meus alunos uma imagem particularmente impressionante, a primeira reação deles é perguntar como é que ela foi “photoshopada”. Eu dou aulas de Photoshop e defendo o seu bom uso, mas a alteração irresponsável de imagens traz consigo toda uma série de repercussões, afetando inclusive a imagem que temos de nós mesmos.

As deputadas norte-americanas Ileana Ros-Lethinen (do Partido Republicano) e Lois Capps (do Partido Democrata) uniram forças recentemente para propor um projeto de lei que regule os excessos no uso do Photoshop. Em até 18 meses após a promulgação dessa lei, a Comissão Federal de Comércio dos EUA apresentará ao Congresso um relatório contendo uma estratégia para reduzir o uso, em publicidade e em outros meios de comunicação para promoção comercial, de imagens alteradas que mudam materialmente as características físicas de rostos e corpos dos indivíduos retratados.

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